Negras Potências – Nós Podemos

“Ensine a sua menina que papéis de gênero são totalmente absurdos. Nunca lhe diga para fazer ou deixar de fazer alguma coisa ‘porque você é menina’. ‘Porque você é menina’ nunca é razão para nada. Jamais”
Chimamanda Ngozi Adichie

 

A população brasileira, segundo dados do último censo demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, ultrapassou o total de 207,7 milhões de pessoas. Mais da metade deste total (53,6%) é composto por pessoas que se autodeclaram negras e neste grupo metade são mulheres.

Contudo, fazer parte do grupo racial quantitativamente majoritário da população não significa, para homens e mulheres negras, igualdade de acesso a direitos. Da mesma forma que a paridade proporcional entre os gêneros no interior deste grupo não impede que as mulheres negras ocupem a base da pirâmide no que se refere a rendimentos no mercado de trabalho ou recebam atendimento de saúde qualitativamente inferior ao disponibilizado às mulheres brancas nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Dados do Ministério da Saúde revelam que o percentual de mortalidade materna entre as mulheres negras no SUS chega a 60%. Entre as mulheres brancas este índice é de 34% e enquanto o atendimento pré natal alcança 74,5% nesse grupo, para as mulheres negras o percentual é de 55,7% no sistema de saúde público. Outro dado que compõe este quadro de desigualdade se refere aos níveis de mortalidade de crianças negras e brancas, cuja assimetria passou de 21% para 40% nos últimos vinte anos.

Em se tratando de distribuição de renda, segundo dados do IBGE divulgados em 2015, dentre os 10% mais pobres no Brasil, 76% são negros o que significa que de cada quatro pessoas que se encontram nesta categoria econômica três são negras. Por outro lado na faixa dos 1% mais ricos, 79% são brancos.

Ao voltar o olhar para o mercado de trabalho, a “Pesquisa Mulheres e Trabalho: breve análise do período 2004-2014” realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) aprofunda a informação acerca de rendimentos ao revelar que as mulheres negras recebem a menor remuneração em comparação com a do grupo homens brancos: menos de 40% da renda média calculada em R$ 2.393,00. Ainda de acordo com a mesma pesquisa citada, o desemprego também atinge de maneira proporcionalmente maior as mulheres negras em comparação com os homens brancos tendo alcançado o nível de 10,2% em 2014 para o primeiro grupo frente 4,5% para o segundo.

As trabalhadoras negras são maioria no mercado de trabalho informal,  atuando em atividades reconhecidas como autônomas, além de corresponderem a 39,08% da força de trabalho empregada na execução de atividades laborais consideradas precárias.

No acesso ao ensino as assimetrias permanecem, apesar dos avanços e conquistas resultantes das Políticas de Ação Afirmativas que vêm sendo implementadas nos país nos últimos cinco anos. O percentual de pessoas brancas com 25 anos (ou mais) com menos de um ano de estudo é de 7,4%, negras 14,4%. O percentual de analfabetos negros ultrapassa os 4% ao passo que as pessoas brancas somam 1,8%.

As pessoas negras correspondem a 78,9% dentre os 10% da população com maiores chances de serem vítimas de homicídios e possuem 23,5% mais chances de sofrer assassinato em comparação aos indivíduos brancos. A cada cem (100) pessoas assassinadas no Brasil, setenta e uma (71) são negras.

Esses dados são resultado de séculos de acúmulo de desigualdades que se iniciaram ainda no período da escravidão e se mantiveram com a ausência de políticas públicas para inserir a população negra como parte fundamental para o desenvolvimento do país, seja por uma perspectiva humanitária ou econômica.

Todos esses dados juntos apontam para um fato no tocante econômico: Somente em 2089, daqui a pelo menos 71 anos, negros e brancos terão uma renda equivalente no país. Essa conta é feita com base em dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), considerando rendimentos como salários, benefícios sociais, aposentadoria, aluguel de imóveis e aplicações financeiras, entre outros.

Ilustração Talita Marques


Mulheres trabalham em média
7,5 horas a mais do que os homens por semana.No carnaval do Rio de Janeiro de 2017, uma mulher foi agredida a cada quatro minutos. Meninas passam mais tempo nos afazeres domésticos do que meninos. Uma pesquisa realizada por algumas universidades americanas aponta que a partir dos seis anos, a menina introjeta a desigualdade de gênero e passa a entender que somente meninos podem ser gênios. Pesquisas apontam que o Brasil é um dos piores países da América do Sul para ser menina.

Esses dados são indicativos assustadores de uma realidade urgente, a necessidade de se discutir a igualdade de gênero desde criança, a discriminação contra a menina hoje é a violência contra a mulher de amanhã, e perpetua um ciclo que fortalece o agressor – seja ele o homem, o Estado que não protege a mulher ou a política que deslegitima – e desune as próprias mulheres, vítimas primeiras de um pensamento social e historicamente construído de que ser mulher é ser menos.

E é aqui que entra o empoderamento das mulheres e meninas negras como forma de mudança dessa realidade, como meio para transformar quem é número de estatística em agente da mudança, quem é vista como problema em peça fundamental da resolução.

O educador Paulo Freire foi o pioneiro no uso do termo “Empoderamento” no Brasil, ele fez a tradução da palavra criada em 1977 pelo psicólogo americano Julian Rappaport, que transformou o verbo “to empower” (dar poder) no substantivo “empowerment”.

O uso do termo foi crescendo desde então e ganhou forças em 2013 com o boom das causas sociais na internet e fazendo uma busca rápida no Google, o termo aparece em mais de 5 milhões de resultados em português e mais de 84 milhões de resultados se a pesquisa for pelo termo em inglês.

Empoderamento: É a ação social coletiva de participar de debates que visam potencializar a conscientização civil sobre os direitos sociais e civis. Essa consciência possibilita a aquisição da emancipação individual e também da consciência coletiva necessária para a superação da dependência social e dominação política. O empoderamento devolve poder, dignidade e principalmente liberdade de decidir e controlar seu próprio destino, com responsabilidade e respeito ao outro.  

Empoderamento feminino: Consiste na concepção do poder das mulheres como forma de exigir equidade de gênero nos variados tipos de atividades sociais, de modo democrático e responsável, é um desafio às relações patriarcais, em relação ao poder dominante do homem e a manutenção dos seus privilégios de gênero e a autonomia no que se refere ao controle dos corpos femininos, das sexualidades e das liberdades.

Empoderamento é então a consciência coletiva que se expressa por meio de ações concretas para fortalecer as mulheres e alcançar a equidade de gênero.  

Muito se discute o empoderamento pelo viés estético/imagético, a partir principalmente da aceitação dos seus traços capilares, ampliando para o vestuário, os acessórios, ou seja, a forma como o mundo enxerga mulheres e meninas negras, afinal, se reconhecer como um ser humano pleno – não feio e subalternizado – está ligado diretamente a autoestima e orgulho e quando se tem orgulho de quem se é, é mais fácil impactar e influenciar os seus pares e muito mais fácil entender as amarras das estruturas racistas.

O termo empoderamento é muita vezes mal interpretado, visto como algo individual e como a continuação da perpetuação das opressões, porém bell hooks o define como algo com significado coletivo, pois trata-se de empoderar a si e aos outros e colocar as mulheres negras como sujeitos ativos de mudança, diz respeito a mudanças sociais numa perspectiva anti racista, anti elitista e anti sexista através de mudanças das instituições sociais e consciência individuais, sendo necessário criar estratégias de empoderamento no cotidiano, em experiências habituais no sentido de reivindicar direito a humanidade.

É necessário o apontamento de que quando falamos de empoderamento de mulheres e meninas negras estamos falando em luta pela equidade, em fortalecer mulheres negras com o objetivo de promover uma sociedade mais justa, afinal a conquista de uma mulher negra não pode ser descolada de seu papel político como exemplo e espelho para diversas outras mulheres. Empoderar aqui, significa tomar consciência dos problemas que afligem as mulheres e meninas negras e criar mecanismos para combatê-los.

Mulheres e meninas negras empoderadas são referências para outras mulheres, são líderes políticas, agentes de transformação, são emblemáticas no desenvolvimento de suas comunidades, na defesa de direitos, na manutenção das tradições culturais e religiosas e se tornam mulheres e meninas negras fortes, engajadas, preparadas para levantar questões, apontar problemas, propor alternativas, liderar processos e se empenhar nas mudanças que são urgentes para alterar os alarmantes dados que assolam a comunidade negra.

Criar novos modelos de projetos colaborativos e participativos, possibilitar a movimentação na estrutura social e econômica em contextos locais, explorar as possibilidades de parceria com as demais organizações, facilitar a mobilização política de mais mulheres, intervir na negociação de interesses, engajar uma articulação coletiva. Esses são apenas alguns dos passos que uma mulher e uma menina negra podem dar ao adquirirem consciência das suas potencialidades, ao se empoderar.

Então, não. Quando falamos de mulheres negras e, principalmente de meninas negras, não estamos falando de algo no campo individual, estamos falando de mudanças na coletividade e consequentemente na sociedade.

Empoderar-se também é tomar pra si o poder da palavra, é quebrar a barreira do silêncio e sobretudo sair do lugar de silenciada. Audre Lorde é categórica quando afirma que “Temos medo, porque a transformação do silêncio em linguagem de ação é um ato de auto revelação e isso sempre parece estar cheio de perigos… No silêncio, cada uma de nós desvia o olhar de seus próprios medos – medo do desprezo, da censura, do julgamento, ou do reconhecimento, do desafio, do aniquilamento. Mas antes de mais nada acredito que tememos a visibilidade, sem a qual entretanto não podemos viver, não podemos viver verdadeiramente. Nesse país em que a diferença racial cria uma constante – ainda que não seja explícita – distorção da visão, as mulheres negras têm sido visíveis por um lado, enquanto que por outro lado nos fizeram invisíveis pela despersonalização do racismo. Ainda dentro de movimento de mulheres tivemos que lutar, e seguimos lutando, para recuperar essa visibilidade que ao mesmo tempo nos faz mais vulneráveis: a de ser negras. porque para sobreviver nesta boca de dragão que chamamos de América, tivemos que aprender esta primeira lição, a mais vital, e não se supunha que fossemos sobreviver. Não como seres humanos. E essa visibilidade que nos faz tão vulneráveis é também a fonte de nossa maior fortaleza. Porque a máquina vai tratar de nos triturar de qualquer maneira, tenhamos falado ou não. Podemos nos sentar num canto e emudecer para sempre enquanto nossas irmãs e nossas iguais são desprezadas, enquanto nossos filhos são deformados e destruídos, enquanto nossa terra está sendo envenenada, podemos ficar quietas em nossos cantos seguros, caladas como se engarrafadas, e ainda assim seguiremos tendo medo”.

E seguindo os ensinamentos de Audre Lorde, que façamos mais tentativas de quebrar o silêncio por entender que é ele que nos imobiliza e ainda restam muitos silêncios para romper!

Negras Potências – nosso edital que está no ar – é a busca por iniciativas e soluções de impacto que contribuam para o empoderamento de meninas e mulheres negras, que ajudem na visibilidade dos múltiplos fazeres que as agentes da sociedade civil estão pensando e produzindo para a mudança no cenário nacional, quando falamos de desigualdades raciais e sociais.
Acesse e saiba mais: https://benfeitoria.com/canal/negraspotencias

Juventude Negra é tema de seminário promovido pelo Instituto Unibanco, Fundo Baobá e UFSCar

No próximo dia 24 de outubro, evento reunirá educadores, pesquisadores e estudantes para discutir o papel da gestão escolar na redução das desigualdades raciais

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No evento, também será lançada a segunda edição do edital para fomento de projetos de escolas e ONGs com vistas à promoção da equidade racial

 

Com o objetivo de identificar, reconhecer e acompanhar projetos de gestão escolar que contribuam para a redução das desigualdades raciais no ambiente escolar, acontece no dia 24 de outubro o II Seminário Gestão Escolar para a Equidade – Juventude Negra. Ao final do evento, será lançado o II Edital Gestão Escolar para a Equidade – Juventude Negra.

Ambas as iniciativas são realizadas pelo Instituto Unibanco, Baobá – Fundo para Equidade Racial e Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O seminário reunirá especialistas e profissionais ligados à educação e à temática racial para discutir os desafios e estratégias para uma gestão escolar que construa relações de equidade racial na escola, levando à melhoria dos resultados educacionais de jovens negros, principalmente no Ensino Médio. O edital (que será lançado no evento) selecionará dez projetos de gestão a serem desenvolvidos ao longo de 2017 em escolas públicas brasileiras.

O evento é voltado aos profissionais da educação, gestores públicos, acadêmicos, representantes de organizações ligadas aos movimentos negros, direitos humanos e educação e demais interessados. Informações sobre a programação e inscrições para o seminário podem ser feitas no site do Instituto Unibanco (clique aqui).

A discussão do equidade racial na educação é necessária, uma vez que nas últimas décadas o acesso das juventudes negras à educação cresceu significativamente: mais da metade dos brasileiros de 15 a 17 anos que se autodeclararam pretos ou pardos ao IBGE está matriculada no Ensino Médio – no início da década, apenas 25% desses estudantes frequentavam a escola. O crescimento é animador, porém os resultados educacionais ainda são muito inferiores quando se compara o desempenho de alunos negros aos resultados dos demais estudantes no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).

 

Participações

Na parte da manhã, os temas discutidos serão “Direitos humanos e os desafios da diversidade no Ensino Médio”, com a participação de Macaé Maria Evaristo dos Santos, secretária de Educação de Minas Gerais, e da jornalista Flávia Oliveira, comentarista na GloboNews e colunista de O Globo. Na mesa “Juventude em Movimento”, o debate  contará com a presença do estudante e ativista Pablo Spinelli e de Camila Gomes, do coletivo Maria Lab, além de Djamila Ribeiro, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

A sessão da tarde será iniciada pela mesa “Soluções possíveis e evidências”, que tratará de iniciativas que já vêm sendo desenvolvidas na agenda racial, com Denise Carreira, da Ação Educativa; Anna Helena Altenfelder, do Centro de Estudos em Pesquisa Educação e Ação Comunitária (Cenpec); e Cida Bento, do Centro de Estudos de Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT).

O lançamento do edital será feito no encerramento do encontro pelos representantes das instituições organizadoras: Ricardo Henriques, Sueli Carneiro, do Geledés e membro do Conselho Deliberativo do Fundo Baobá, e Valter Silvério, da UFScar.

 

O edital

Em sua primeira edição, em 2014, o edital recebeu 124 inscrições, de 20 estados brasileiros e do Distrito Federal e selecionou dez projetos que foram desenvolvidos ao longo de 2015. Para a segunda edição, poderão se inscrever escolas públicas de Ensino Médio ou organizações sociais em parceria com escolas públicas de Ensino Médio. Os dez projetos selecionados nesta segunda edição receberão fomento de até R$ 35 mil, contarão com monitoramento realizado pelo Fundo Baobá e serão avaliados pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

As inscrições serão realizadas por formulário online que estará disponível no período de 24 de outubro a 30 de novembro de 2016 no site do Instituto Unibanco.

 

SERVIÇO

II Seminário Gestão Escolar para Equidade – Juventude negra

Data: 24 de outubro (segunda-feira)

Horário: das 9h às 18h

Local: Praça das Artes

Av. São João, 281 – Centro, São Paulo/SP

Programação

9h Welcome coffee

 

9h30 Abertura

Hélio Santos – Baobá – Fundo para Equidade Racial

Ricardo Henriques – Instituto Unibanco

Valter Silvério – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

10h Direitos humanos e os desafios da diversidade no Ensino Médio

Flávia Oliveira – GloboNews/O Globo

Macaé Maria Evaristo dos Santos – Secretaria de Educação de Minas Gerais

11h30 Juventude em movimento

Camila Gomes – Coletivo MariaLab

Djamila Ribeiro – Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de SãoPaulo

Pablo Spinelli – Coletivo RUA e estudante de Ensino Médio

13h Almoço

 

14h Soluções possíveis e evidências

Anna Helena Altenfelder – Cenpec

Cida Bento – CEERT

Denise Carreira – Ação Educativa

Fabiana Carvalho – Instituto Federal do Ceará (IFCE)

18h Lançamento do II Edital Gestão Escolar para a Equidade: Juventude Negra

Ricardo Henriques – Instituto Unibanco

Sueli Carneiro – Geledés e Baobá (Conselho Deliberativo)

Valter Silvério – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Nota de esclarecimento sobre o edital “Cultura Negra em Foco”

O Baobá – Fundo para Equidade Racial, em parceria com a Coca-Cola Brasil, lançou o edital “Cultura Negra em Foco” em janeiro de 2016 com o objetivo de selecionar organizações com ou sem fins lucrativos que desenvolvam projetos inovadores na divulgação da cultura e da identidade negras no Brasil. Esse edital, financiado pela Coca-Cola Brasil, foi estipulado que seriam destinados até R$ 400 mil que seriam divididos entre 10 instituições que receberiam até, no máximo, R$ 40 mil cada.

Para a escolha dos projetos, foi composta a Comissão de Seleção, formada por representantes indicados pela Coca-Cola Brasil e pelo Fundo Baobá. Além disso, a apuração contou com assessoria de uma consultoria especializada e verificação documental dos pré-aprovados antes da divulgação final.

Os critérios técnicos que foram utilizados para a seleção dos projetos foram: capacidade de promover a cultura e a identidade negra; a presença de afrodescendentes na coordenação e no desenvolvimento dos projetos; o alcance do impacto dos recursos; inovação; e sustentabilidade.

O edital foi divulgado em todas as mídias possíveis, como Facebook e saiu em mais de 30 sites como GIFE, Instituto Ethos e Prulare. O Fundo Baobá preza pela transparência e sua equipe notou apenas agora que o montante total não foi colocado dentro do edital e nem deixou claro quantas organizações seriam contempladas com o prêmio de, no máximo, R$ 40 mil no próprio edital. Deste modo foi aberto espaço para que as organizações participantes pensassem que poderiam haver mais de 10 projetos contemplados.

O Fundo Baobá esclarece a todos e todas a dubiedade gerada em relação a esse ponto no edital e se compromete a ser mais específico n a criação dos próximos editais. O Fundo Baobá preza pela transparência e acredita que ela é fundamental para a construção de uma sociedade mais equânime e justa. Além disso, a alta participação da população que superou as expectativas, motiva o Fundo Baobá a continuar com seu trabalho e buscar novas parcerias para que editais possam beneficiar mais pessoas.

Para eventuais dúvidas, por gentileza, contatar a equipe Baobá pelo e-mail baoba@baoba.org.br, pelo site ou pelo Facebook.