História

Em 2008, a Fundação Kellogg iniciou um diálogo com um grupo de intelectuais e ativistas negros para pensar em uma estratégia de fortalecimento de ações em prol da equidade racial para população negra no Brasil. Desse diálogo surgiu a necessidade de construção de um fundo perene, de longo prazo que pudesse contribuir para a sustentabilidade política e financeira de organizações negras no seu trabalho de promoção da equidade racial. Essa organização, sem fins lucrativos, deveria então mobilizar recursos, apoiar projetos e auxiliar no fortalecimento das organizações negras da sociedade civil.

Assim, três anos depois, em 2011, surgiu o Baobá – Fundo para Equidade Racial, já com um grande desafio pela frente: constituir um fundo exclusivo para ações em prol da população negra brasileira. Este fundo exclusivo nasceu com a missão de constituir-se como um fundo patrimonial, na medida que visa estabelecer uma nova forma de operação financeiramente sustentável, a partir de uma lógica de poupança e com retirada apenas de rendimentos, sem que o patrimônio principal seja  consumido.

E, para ajudar essa nova organização e contribuir para a consolidação desse fundo perene – o Fundo Baobá, a Fundação Kellogg assumiu um compromisso de contribuir financeiramente para a consolidação de um fundo patrimonial, onde para  cada R$ 1,00 real doado em território nacional, o Fundo Baobá recebe outros R$ 3,00 da Fundação Kellogg. Para cada R$ 1 doado no exterior, o Baobá recebe outros R$ 2,00 – processo conhecido como matchfounding.