Programa Já É, do Fundo Baobá, aproxima jovens pretos e periféricos da universidade

Com mais de 200 inscritos, o edital custeará não só os gastos em curso pré-vestibular, mas também despesas com transporte e alimentação

O Fundo Baobá para Equidade Racial busca a promoção da equidade racial para a população negra. No front desde 2011, a instituição não possui fins lucrativos e vem mobilizando recursos pelo Brasil e mundo afora, para apoiar organizações que atuam no enfrentamento ao racismo e promoção da equidade racial.

Na prática, o Fundo Baobá investe em ações por meio de editais, organizações e lideranças pretas, que se comprometem com o combate ao racismo e às desigualdades. Um dos grandes exemplos desse trabalho é o Programa Já É: Educação para Equidade Racial.

O edital foi criado a fim de impulsionar o ingresso de jovens pretos e periféricos nas universidades, através do custeamento dos gastos em um curso pré-vestibular, e também transporte e alimentação. Além de tudo, o edital prevê também atividades voltadas para o enfrentamento dos efeitos psicossociais do racismo e para a ampliação das habilidades socioemocionais e vocacionais, bem como mentoria com profissionais de diferentes formações acadêmicas e vivências.

Foram 245 inscritos no total, com a segunda etapa de seleção sendo uma entrevista com 120 desses candidatos. Ao total, 100 jovens foram aprovados para ingressar no programa e, entre eles, estavam Julia Camile Santos, 17, Julia Firmino, 18, e Carlos Eduardo Cerqueira, 19.

Julia Camile encontrou no Fundo Baobá uma oportunidade para conquistar sua independência profissional. A estudante teve uma infância curta, adquirindo responsabilidades já aos 8 anos de idade por conta de problemas familiares. Ela descobriu o edital enquanto navegava na internet em busca de cursos pré-vestibular.

Hoje, com os conflitos familiares já resolvidos,  Camile continua sendo independente e agora já pensa em se tornar universitária. A jovem sonha em ser bióloga por influência de seu ex-professor do ensino fundamental, e enxerga no Programa Já É a porta aberta para o mercado de trabalho. “O edital me abriu portas e hoje enxergo o potencial que antes eu achava que não tinha. Hoje vejo novas perspectivas”, conta.

Julia Camile Santos, 17 anos

Há muitos jovens que almejam ingressar na universidade, mas ainda não decidiram em qual curso pretendem se inscrever. Contudo, isso não é um impeditivo para já começar a se preparar para as provas. Carlos Eduardo é um exemplo. “Eu quero me especializar na área financeira, que é onde me dou bem”, explica. Carlos descobriu o edital através de um amigo, que sabia de sua procura por cursos preparatórios para vestibulares.

Ele acredita que a iniciativa do Fundo Baobá é uma oportunidade para chegar mais perto do seu sonho. “Apesar da pandemia ter atrapalhado os meus planos, pois é muito ruim estudar de casa, o caminho para chegar onde eu quero continua sendo através da educação”, afirma.

Carlos Eduardo Cerqueira, 19 anos

Os efeitos do racismo na vida de jovens negros

O racismo é um projeto genocida que funciona sem grandes falhas e o Fundo Baobá trabalha diariamente para a erradicação dessa estrutura. Apesar dos esforços, muitos jovens pretos ainda não estão livres de vivenciar situações racistas. É o caso de Julia Firmino, de 18 anos.

Julia concluiu o ensino médio em 2020, com formação técnica em Edificações. Apesar de gostar da área e querer cursar Arquitetura, a estudante recebeu pouco apoio dos colegas da escola. “Diziam que o curso técnico não era para mim, e que eu deveria procurar algo mais fácil”, desabafa.

Julia Firmino, 18 anos

Apesar disso, Julia não se abateu, porque vem de uma estrutura familiar fortalecida. “Nossa situação é apertada, pois minha mãe criou eu e meus 5 irmãos sozinha. Mas eu sempre soube que sofria racismo e aprendi a lidar. Fui bem instruída”.

Tais situações só fizeram a jovem ter ainda mais certeza de que poderia conquistar o que quisesse, e o Fundo Baobá colaborou para isso. O edital Já É foi importante para eu entender que, independentemente da minha cor, sou capaz de qualquer coisa”, diz.

Emoção marca aula inaugural do programa educacional Já É, lançado pelo Fundo Baobá para Equidade Racial

A emoção esteve presente o tempo todo na noite de quinta-feira (18 de março) quando o Fundo Baobá realizou a aula inaugural do programa Já É – Educação e Equidade Racial. O Já É tem como objetivo dar apoio a estudantes negros da periferia da cidade de São Paulo e de municípios da região metropolitana de São Paulo no que se refere ao acesso ao ensino superior, um dos grandes gargalos que afetam a juventude negra em seu desenvolvimento social. A aula inaugural do programa aconteceu no formato virtual por conta das medidas de distanciamento social adotadas durante o período da pandemia da Covid-19, que perdura desde março de 2020.

O programa Já É tem apoio de Citi Foundation, Demarest Advogados e Amadi Technology. As inscrições para fazer parte do programa aconteceram entre julho e agosto de 2020. As etapas classificatórias aconteceram entre setembro e novembro de 2020. O Já É selecionou 100 jovens entre 17 e 25 anos que vão receber bolsa para estudarem, durante 1 ano, no Cursinho da Poli. O programa foi todo planejado para que as aulas acontecessem em caráter presencial. Porém, com as medidas restritivas da pandemia, por enquanto, elas terão que ocorrer virtualmente. Para que as aulas possam acontecer dessa forma, cada aluna, aluno, alune recebeu um computador e um chip de acesso à internet, pois a maioria  não possui acesso a internet de banda larga em casa ou pacote de dados que permita acessar a plataforma de aulas, fazer pesquisas e outros detalhes que envolvam aprendizado. Quando as aulas voltarem  a acontecer presencialmente, os alunos selecionados vão receber auxílio alimentação e vale transporte. 

A aula inaugural teve participação de representantes das instituições apoiadoras do Já É, além de membros de órgãos de governança do Fundo Baobá e outros parceiros estratégicos. Pelos apoiadores estiveram presentes Fernando Granziera e Patricia Salles (Citi Brasil), Paulo Rocha e Karina Miranda (Demarest Advogados) e Agnes Karoline de Farias Castro (Amadi Technology). Pelo Fundo Baobá, estiveram presentes Giovanni Harvey (presidente do Conselho Deliberativo), Sueli Carneiro e Rebecca Reichmann Tavares (membros do Conselho Deliberativo), Maria do Socorro Guterres e  Lindivaldo Oliveira Leite Junior (membros da Assembleia Geral), Marco Antonio Fujihara (membro do Conselho Fiscal), além dos membros da equipe executiva. 

Fernando Granziera, líder de Produtos e Co Chair do grupo Blacks at Citi no Brasil, disse que a organização está focando nos projetos sociais. “O empoderamento da juventude negra é prioridade para o Citi. Acreditamos em vocês. Estamos investindo pesado em projetos sociais e esperamos que vocês possam, no futuro, ser nossos colaboradores. Parabéns”, comemorou Granziera.

Fernando Granziera, líder de Produtos e Co Chair do grupo Blacks at Citi no Brasil

Patricia Salles, analista sênior de documentação do Citi, comentou a importância de o Citi Brasil estar presente nesse projeto. “Abraçar a diversidade de pessoas e ideias é atuar com ética. Essa é nossa responsabilidade. Essa é a forma de nos aproximarmos de nossos funcionários, da comunidade e dos nossos clientes”, concluiu Salles que é a madrinha do Ja É no Citi Brasil.

Patricia Salles, analista sênior de documentação do Citi

Já Paulo Coelho da Rocha, do Demarest Advogados, pediu aos alunos muita força de propósito: “Todos acreditamos nos sonhos e ninguém, ninguém, deve desistir de nada. Eu sou um homem branco e isso implica em ter privilégios em nossa sociedade. Então, aproveitem muito essa oportunidade. Aproveitem muito as aulas”, disse.

Paulo Coelho da Rocha, Demarest Advogados

A personificação desse sonho no Demarest está na figura da advogada Karina Miranda, que trabalha com Contencioso Cível. A história dela é semelhante à dos alunos do Já É. “Há 10 anos eu estava no lugar de cada um de vocês. Meu sonho era estudar Direito na USP. Deu certo. Eu me formei na USP. Alcancei meu sonho. Então, dediquem-se! Entreguem-se!”, disse.

Karina Miranda, Demarest Advogados

Com Coelho da Rocha concorda Agnes Karoline, CEO da Amadi Technology. “Por conta de nossa sociedade desigual, o uso da tecnologia também é desigual entre as pessoas. Somos uma empresa, mas temos uma responsabilidade social grande. Vamos trazer um pouco do debate da tecnopolítica. A tecnologia não é neutra. Ela está nos campos da transformação social”, definiu Agnes Karoline. 

Agnes Karoline, CEO da Amadi Technology

O lançamento do Já É também marca o ano de comemoração dos 10 anos do Fundo Baobá. A diretora de programa, Fernanda Lopes, falou da importância do que aconteceu na noite de quinta (18). “Estamos plantando sementes. Transformando vidas. Mudando a história.  Somos parte dessa massa que conspira e provoca mudanças. E nem o distanciamento vai impedir a nossa força. Quando menos esperarem estaremos em mais lugares, seremos muitos e mais fortes. Muitas sementes de Baobá!”, disse. 

Fernanda Lopes, diretora de programa do Fundo Baobá para Equidade Racial

Giovanni Harvey, presidente do Conselho Deliberativo do Fundo Baobá, enalteceu a iniciativa. “Quero expressar o nosso agradecimento. Porque as iniciativas que o Baobá tem só são viáveis na medida em que possamos trazer parceiros que se tornem viáveis e qualifiquem essas iniciativas. Agradeço por terem se somado a essa iniciativa que busca atender um público prioritário para o Baobá, que é a juventude negra”, afirmou. 

Socorro Guterres, uma das fundadoras do Fundo Baobá e que faz parte da Assembleia Geral, falou da origem da organização. “É com prazer enorme que faço parte desse momento. Porque vejo nesse mosaico de tantas caras de jovens negros e negras, inúmeras perspectivas. Isso é extremamente significativo. Isso mostra que podemos apresentar aos jovens novos caminhos. Caminhos para construir a própria história. Já é possível sonhar. Já é possível esperançar. Já É!”, afirmou Socorro Guterres.

Socorro Guterres, fundadora e membro da assembleia geral do Fundo Baobá 

Thuane Nascimento, diretora executiva do Perifa Connection, destacou a importância do projeto e o histórico que a luta por acesso ao estudo têm no Brasil. “Essa iniciativa é um sopro de esperança. Porque, como diz a professora  de Direito Thula Pires, “vivemos em um mundo meritocrático. Então, vocês precisam estudar; Persistam! Façam o que tem que ser feito, que é estudar. Tenham em mente a luta que foi travada para que vocês estivessem aqui hoje. A luta pelas cotas, travada por pessoas como a Sueli Carneiro, que está aqui entre nós. Não fossem as cotas, eu não estaria aqui hoje”, disse. Thuane é aluna de Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  

Thuane Nascimento, diretora executiva do Perifa Connection

As falas dos estudantes foram pautadas pela emoção devido à busca por uma oportunidade como essa, que não estava acontecendo. Uma das falas mais simbólicas foi a da aluna Rubyanne Yasmine, que mostrando a sua filha, ainda um bebê, disse: “Estou aqui porque este é o símbolo da minha luta”.  Para a aluna Isabella Amaro,  o programa é uma espécie de reparo a algumas formas de opressão impostas ao povo negro.

Rubyanne Yasmine, aluna

“O processo escravocrata, o processo de eugenia e o processo de racialização que o Brasil sofre é muito forte na questão da coisificação dos negros. Nós fomos coisificados. Acabamos nos afastando um dos outros e de nós mesmos. Esse projeto é uma forma de reparação. Uma forma de fazer com que andemos juntos. É importante ter um irmão de luta ao lado, que vai saber o que sentimos e vai se identificar com a gente. As palavras para o Já É são humanidade e democratização”, afirmou Isabella Amaro.

Isabella Amaro, aluna

Para Selma Moreira, diretora-executiva do Fundo Baobá, a parte mais importante está na confiança que esses jovens tiveram no Baobá. “Olhando tudo o que a gente dialogou aqui, eu me sinto mais impelida a buscar novas oportunidades como essa. Ainda alcançamos pouco de tudo o que nos é devido. Queremos construir um mundo que seja mais equânime, um mundo mais justo. E é por isso que acordamos todos os dias. O dia de hoje foi lindo e deu mais sentido ao nosso trabalho”, disse.

Fundo Baobá divulga selecionados do Edital de Recuperação Econômica para Empreendedores/as Negros e Negras

Diante da pandemia do novo coronavírus, o Fundo Baobá, em parceria com a Coca-Cola Foundation, o Instituto Coca-Cola Brasil, o BV e o Instituto Votorantim, lançou o edital Recuperação Econômica para Micro e Pequenos Empreendedores/as Negros e Negras em 11 de novembro de 2020. No curto espaço de tempo de lá até o dia 25 de fevereiro deste ano transcorreu um rigoroso processo seletivo, que incluiu  entrevistas virtuais e resultou em uma lista de 47 iniciativas que receberão R$30 mil, sendo R$10 mil para cada empreendedor (a). As iniciativas selecionadas podem ser conferidas aqui.

O processo de seleção abarcou 700 propostas recebidas nos 39 dias em que as inscrições estiveram abertas.  A primeira triagem era quanto à sua adequação ao que o edital estabelecia.  A principal premissa do edital de Recuperação Econômica era o suporte necessário para iniciativas lideradas por empreendedores negros e negras que foram afetadas financeiramente dentro do contexto da pandemia. As iniciativas que poderiam se inscrever no edital deveriam atender as com as seguintes características: Ser compostas por 3 empreendedores(as) negros(as) que atuem no mesmo território; que tenham 18 anos ou mais; disponibilidade real para participar das ações propostas pelo edital; que não tenham sido eleitos para cargos no legislativo ou executivo; que não tenham projetos com objetivos políticos/partidários; que não sejam funcionários, cônjuges ou parentes até segundo grau de colaboradores das empresas que apoiam essa iniciativa (Sistema Coca-Cola e Grupo Votorantim) ou mesmo de membros dos órgãos de governança do Fundo Baobá para Equidade Racial; pessoas que não tenham sido apoiadas pelo Fundo Baobá em 2020 por edital próprio (Doações Emergenciais) ou da Coalizão Editodos.

Ao fim desse processo, 595 inscrições foram validadas, passando para a fase de avaliação das propostas em si. Dessas, 278 seguiram para a etapa de entrevistas virtuais. Elas foram realizadas pela organização FA.VELA, parceira operadora do Fundo Baobá para este projeto. Segundo Ludmila Correa, representante da FA.VELA, as conversas foram fundamentais para seleção de iniciativas empreendedoras para o programa. “Durante as entrevistas pudemos conhecer diversas realidades, ramos e formas de empreender desenvolvidas nas diferentes regiões do Brasil, variando de entrevistas com empreendedores quilombolas, ribeirinhos, da zona rural e do meio urbano. Acreditamos que muitas iniciativas têm perspectiva de expansão, promovendo impacto territorial por meio da geração de renda, desenvolvimento sócio econômico, fortalecimento da atuação em rede, entre outros benefícios. O processo de entrevistas foi fundamental para o diálogo e entendimento da realidade de cada empreendedor, possibilitando verificar a adequação da iniciativa proposta para o programa, selecionando assim participantes de forma mais assertiva e coerente”. 

Com esse cuidadoso processo, 141 projetos foram recomendados ao comitê selecionador, que elegeu as 47 iniciativas que serão contempladas com os recursos financeiros e de formação. 

Os próximos passos para os empreendedores selecionados é a assinatura do contrato com o Fundo Baobá, que acontecerá em março, além das atividades formativas, nas quais é obrigatória a participação. Planejamento e gestão de negócios, comunicação e marketing, finanças, marco jurídico – regulamentação dos negócios e direitos, estratégias de sustentabilidade, relação com território, ação em rede e parcerias, serão os temas abordados e discutidos nas formações, que acontecerão de março a julho de 2021. Todos estes passos, além do cronograma completo, serão detalhados por e-mail, na próxima semana.

Programa Já É leva a 100 jovens negros pobres da periferia o direito de ser protagonistas de suas próprias histórias através do acesso à universidade

O direito de poder sonhar com uma vida digna. Nem toda a população brasileira tem isso. A falta dele se manifesta das mais diferentes formas. Aqui, vamos tratar do direito de ter acesso ao ensino superior. No Brasil, país de mais de 220 milhões de pessoas, nem todos têm acesso ao estudo. Os exagerados índices de pobreza, a falta de infraestrutura que gere trabalho decente e rendas compatíveis determinam que muita gente, principalmente a gente negra,  não terá acesso aos bancos escolares na tenra idade, na adolescência e na idade adulta. Essas pessoas,  de  diferentes identidades de gênero, poderão não ter gabaritação estudantil.  

O Fundo Baobá para Equidade Racial está, nesses seus quase 10 anos de existência, apontando formas de contribuir para que o Brasil alcance níveis de sociedade justa. Uma das bases de trabalho do Baobá é a Educação. Permitir o amplo acesso a ela é a meta, buscando os seguintes aspectos:    

  • Enfrentamento ao racismo institucional no ambiente escolar, tanto na educação infantil, no ensino fundamental e no ensino médio;  
  • Projetos de vida e ampliação de capacidades socioemocionais entre adolescentes e jovens 
  • Entrada e permanência no ensino superior (investimentos em alunos e alunas do ensino médio e de cursos preparatórios)
  • Formação de lideranças políticas
  • Formação de novos quadros 

Com base nisso e com apoio da Citi Foundation,  Demarest Advogados e Amadi Technology, o Fundo Baobá para Equidade Racial criou o programa Já É, que vai proporcionar a 100 jovens negros e negras da periferia de São Paulo e da Grande São Paulo fazer um curso preparatório para o vestibular durante um ano. Esses jovens, de idade entre 17 e 25 anos, que já tenham terminado o ensino médio ou  estejam cursando o último ano  em escola  pública,  terão um computador com acesso à Internet para que possam ter aulas não presenciais durante o período da pandemia; auxílio transporte e auxílio alimentação em caso de as aulas voltarem a ser presenciais. O custo das despesas com as aulas também será bancado pelo Baobá. 

Esse acesso vai proporcionar a esses 100 jovens negros e negras a possibilidade de poderem ser os artífices de suas próprias vidas ao se formar. Embora pesquisas como a realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em 2020 indiquem que o número de negros em cursos superiores tenha aumentado, isso em muito se deve à adoção das ações afirmativas, como a política de cotas, que reserva aos negros uma porcentagem de vagas em cursos superiores em faculdades e universidades. Mas o caminho de chegada às faculdades tem trajeto difícil e um gargalo entre a saída do Ensino Médio para o Superior. Sem a preparação adequada, cruzar essa barreira é algo bem difícil, principalmente para quem tem histórico de carências de vida nas mais diversas ordens. O programa Já É tem foco sobre jovens de sexo masculino, jovens transsexuais, jovens mães, jovens que residem em bairros, territórios ou comunidades periféricas.

O fato de terem essa importante oportunidade de acesso ao curso superior é comemorado por importantes educadores que foram convidados pelo Fundo Baobá para Equidade Racial para fazer a seleção dos estudantes. O processo incluiu três etapas seletivas: 1) Análise de Formulário de Inscrição; 2) Entrevista Individual e 3) Análise pelo Comitê de Seleção.

Um dos avaliadores convidados foi o geógrafo e Mestre em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP) Billy Malachias.  “A perspectiva mais direta para esses jovens é a de poder sonhar com o acesso  à universidade. Isso que é feito pelo Baobá, que é o investimento naquilo que antecede a chegada à faculdade, o acesso, é de suma importância.Já a política de cotas  é da própria instituição pública e garantida por lei. Essas duas ações (cotas e investimento) são convergentes entre si e colaboram para uma mudança do acesso de jovens negras e negros para o ensino superior”, disse. 

Billy Malachias, geógrafo e mestre em Geografia Humana – Foto: Rosana Barbosa

A pedagoga e doutora em Educação pela Universidade Federal Fluminense Mônica Sacramento comemora a iniciativa do Baobá. Mônica é coordenadora de projetos do Criola,  organização da sociedade civil que promove a defesa e direitos das mulheres negras. “Acho de extrema importância iniciativas que possibilitem suporte para a construção de trajetórias de jovens para mitigação dos efeitos das instituições e mecanismos de socialização e a forma como os indivíduos e grupos racializados se posicionam e são posicionados em relação a eles”, afirmou.

Mônica Sacramento, pedagoga, doutora em Educação e coordenadora de projetos do Criola

Bacharel pela USP em Matemática Aplicada a Negócios e pedagoga com especialização em Matemática, Francielle Santos é coordenadora pedagógica do Instituto Canoa, organização criada com a missão de viabilizar a formação de professores de excelência no Brasil. Como uma das avaliadoras, ela elogiou a iniciativa do Fundo Baobá. “Essa iniciativa é fundamental pela oportunidade que oferece aos jovens de aumentar as chances de acesso ao ensino superior e, portanto, de assumir posições de lideranças posteriormente. Além disso, a forma como essa proposta foi desenhada pode trazer mais informação sobre o quanto é importante contemplar de uma forma mais integral as necessidades desses jovens, por exemplo,  no que diz respeito ao acompanhamento e permanência ao longo dessa preparação”, disse. 

Francielle Santos, bacharel em Matemática Aplicada a Negócios, pedagoga com especialização em Matemática e coordenadora pedagógica do Instituto Canoa

Selma Moreira, diretora executiva do Fundo Baobá, em recente live realizada pelo Women in Science and Engineering (Wise), falou sobre a importância do Já É para esses 100 jovens negros e negras. “Todos esses cuidados que tomamos no edital ajudam a entender os desafios da educação para a equidade racial, que são proporcionais à sua importância. Sem acesso à educação, um povo é condenado a repetir os mesmos padrões. Mas quando pensamos em educação para a promoção da equidade racial, precisamos levar em conta inúmeros níveis de desigualdade: Diferença de acesso; Diferença de qualidade; Diferença no conteúdo educacional; Diferença no tratamento.” 

O programa Já É, com certeza, é uma grande contribuição para que esses jovens se tornem protagonistas de seus futuros. Além do que, também é transformador na vida dos avaliadores do processo de seleção. “Eu me sinto bastante feliz em ter participado. Sempre me vejo como um agente que precisa apoiar iniciativas como essa do Fundo Baobá. Eu me vejo como alguém que colabora para transformações de vida por meio da qualidade de minha formação docente. Que é algo que contribui para que pessoas se inspirem a trilhar um caminho universitário,  acadêmico, ativista. Não é possível ser um educador sem que  a gente pense em possibilidades melhores de vida, indiscriminadamente, para todos os espaços”, afirmou o geógrafo Billy Malachias. “O convite para compor o comitê de seleção do edital, além de uma satisfação pessoal por integrar um grupo qualificado e de trajetórias profissionais tão expressivas, transforma, em alguma medida, minha trajetória individual e profissional”, afirma  Monica Sacramento, cujo pensamento é seguido por Francielle Santos: “Toda e qualquer oportunidade de conhecer os anseios, desafios, necessidades e potencialidades de jovens negros é uma experiência transformadora para mim. Essa experiência me fez renovar e ampliar as minhas razões para esperançar”, afirmou. 

Além de Billy Malachias, Mônica Sacramento e Francielle Santos, também fizeram parte do comitê selecionador do Já É, a pedagoga com habilitação em Orientação Educacional pela Universidade Federal do Maranhão, Socorro Guterres, membro da Assembleia Geral do Fundo Baobá para Equidade Racial e Milton Alves dos Santos, pedagogo formado pela USP, com atuação nas temáticas da juventude e da infância.

Milton Alves dos Santos (pedagogo e membro da Assembleia Geral do Fundo Baobá para Equidade Racial) e Socorro Guterres (pedagoga)

Fundo Baobá divulga lista de aprovados para a segunda fase de seleção para o edital de Recuperação Econômica para empreendedores/as negros e negras

O Fundo Baobá, primeiro e único fundo dedicado exclusivamente para a promoção da equidade racial para a população negra no Brasil, encerra o ano de 2020 com um importante anúncio: a lista de selecionados para a segunda etapa do processo seletivo do seu edital de Recuperação Econômica para Micro e Pequenos Empreendedores/as Negros e Negras. O edital foi lançado no dia 11 de novembro e as inscrições foram encerradas em 20 de dezembro. Houve 700 (setecentas) inscrições que passaram por criteriosa primeira avaliação para que 595 fossem consideradas válidas. Dessas, 273 passam à segunda fase. 

O edital de Recuperação Econômica leva em conta o suporte necessário para iniciativas lideradas por empreendedores negros e negras, que foram afetadas financeiramente dentro do contexto da pandemia. Os apoiadores da iniciativa do Fundo Baobá são a  Coca-Cola Foundation, o Instituto Coca-Cola Brasil, o BV e o Instituto Votorantim. O segmento do empreendedorismo estima que 14 milhões de afro-brasileiros desenvolvem atividades como autônomos. Destes, 29% são empregadores. Já o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) indica em pesquisa de 2018 que 40,2% dos micro e pequenos empreendimentos brasileiros são comandados por negros e negras. 

Quando a pandemia da Covid-19 chegou ao Brasil, as medidas de isolamento adotadas impactou vários setores. Os pequenos e micros que trabalham na formalidade e na informalidade também foram severamente impactados, pois tiveram que parar, a lucratividade cessou e o desespero da falta de recursos foi se instaurando.   Daí a ação do Fundo Baobá para  Equidade Racial em pensar o edital de Recuperação Econômica e buscar essas importantes empresas parceiras que, somadas, destinaram R$ 1,8 milhão para o socorro aos empreendedores negros e negras. 

A lista divulgada agora considerou como aptas a participar da segunda etapa do processo de seleção as iniciativas que cumpriram com as seguintes características: Ser compostos por 3 empreendedores(as) negros(as) que atuem no mesmo território; que tenham 18 anos ou mais; disponibilidade real para participar das ações propostas pelo edital; que não tenham sido eleitos para cargos no legislativo ou executivo; que não tenham projetos com objetivos políticos/partidários; que não sejam funcionários, cônjuges ou parentes até segundo grau de colaboradores das empresas que patrocinam essa iniciativa (Sistema Coca-Cola e Grupo Votorantim) ou mesmo de membros dos órgãos de governança do Fundo Baobá para Equidade Racial; pessoas que não tenham sido apoiadas pelo Fundo Baobá em 2020 por edital próprio (Doações Emergenciais) ou da Coalizão Editodos. Cada um deles receberá R$ 10 mil, perfazendo R$ 30 mil para cada iniciativa.

Os selecionados desta fase serão convocados para a segunda etapa, a entrevista virtual, a partir do dia 5 de janeiro de 2021. As entrevistas estarão sob responsabilidade da organização FA.vela, parceira operadora do Fundo Baobá para este projeto. Os organizadores esperam que cada um dos três sócios inscritos por iniciativa participem da entrevista, que será agendada com antecedência e realizada pelo sistema de videochamada. Caso os empreendedores/as não possuam acesso à internet, a mesma ocorrerá por chamada telefônica. A entrevista agendada não poderá ser remarcada. 

O resultado final da seleção será divulgado em  fevereiro de 2021

Aqui, o link que leva à lista de selecionados.  

 

Recuperação econômica e fortalecimento de territórios negros é um dos caminhos para a justiça social

No dia 20 de dezembro, encerram-se as inscrições do Programa de Recuperação Econômica de Pequenos Negócios de Empreendedores(as) Negros(as), iniciativa do Fundo Baobá para Equidade Racial, que tem apoio do Instituto Coca-Cola Brasil, Instituto Votorantim e Banco BV, com a premissa de dar suporte financeiro a pequenos empreendimentos, liderados por pessoas negras, em comunidades periféricas ou territórios em contexto de vulnerabilidade socieconômica no país. 

A pandemia do novo coronavírus acentuou as desigualdades em nosso país, o que gera discussões sobre o que significa desenvolvimento econômico. Para o mestre em sociologia e professor na FGV (Faculdade Getúlio Vargas), Márcio Macedo, há controvérsias nas definições e formas de se medir o desenvolvimento econômico: “Para os economistas mais ortodoxos, o desenvolvimento econômico pode ser medido a partir de parâmetros como PIB (Produto Interno Bruto), renda per capita e níveis de consumo da população. O que é considerado nessa forma de se medir desenvolvimento econômico é o tamanho da economia e do mercado consumidor. Hoje somos a nona economia mundial, nosso PIB gira em torno de US$ 1,8 trilhão. Com essa definição, o Brasil se encontra à frente de países como o Canadá. Contudo, se olharmos os índices de competitividade da nossa economia, o Brasil vai para uma posição 34º na lista das economias mundiais. Além disso, se levarmos em consideração o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano – unidade de medida utilizada para aferir o grau de desenvolvimento de uma determinada sociedade nos quesitos de educação, saúde e renda), o Brasil, atualmente, encontra-se na 79º posição no ranking do IDH mundial (uma lista com mais de 180 países), como divulgado pelo PNUD, em 2018”, afirma Márcio. 

Márcio Macedo, mestre em sociologia, professor e coordenador de diversidade da FGV EAESP

Curiosamente, o Brasil encontra-se há três anos nessa posição, o que pode ser considerado uma estagnação. “De forma geral, podemos dizer que o Brasil é um país com grandes desigualdades e paradoxos. Assim, eu diria que não podemos nos considerar desenvolvidos economicamente porque temos uma desigualdade social e econômica enorme”, finaliza.

Para a empreendedora na Ceilândia (DF), formada em serviço social e pós-graduanda em Gestão, Empreendedorismo e Inovação Empresarial, Wemmia Santos, o que dificulta o desenvolvimento econômico e a redução das desigualdades é a manutenção de privilégios das classes favorecidas: “Vale dizer que somos cada vez mais afetados para perder as dimensões que desvinculam o consumo do exercício da cidadania, haja vista que o modelo de inclusão adotado para o desenvolvimento econômico se deu via políticas públicas de estímulo ao consumo de bens e serviços. Ao olhar com mais cuidado para essa estrutura, fica exposta a não opção pela dissolução/diminuição das desigualdades, e também fica evidente que quanto menor seu poder de renda,  menor seu exercício de acesso ao direito de ter direitos. A face dessa realidade desafia a temática de desenvolvimento econômico, bem como denuncia outras restrições no que se refere a questões ambientais e socioespaciais”.

É aprendizado básico de economia que os recursos são escassos e que não é possível dividir com todos, mas para Wemmia Santos é preciso romper com esse mito: “As ‘crises’ e a suposta escassez de recursos são os pretextos utilizados pelo Estado para justificar sua retirada da responsabilidade social, especialmente no campo das políticas sociais. Desse modo, o desenvolvimento econômico que deveria beneficiar toda população, fomentando o acesso à cultura, esporte e lazer com garantia de mobilidade que atenda a todos, é desfavorecido em favor do capital que tenciona a construção de instrumentos baseados unicamente no planejamento público tecnicista que limita a equidade e distribuição justa de bens e serviços, favorecendo apenas os estratos privilegiados”.

Wemmia Santos, pós-graduanda em Gestão, Empreendedorismo e Inovação Empresarial e empreendedora na empresa RAIX

Para muitos, a principal forma de se emergir economicamente é empreendendo, ou,  como dizem, se tornando o seu próprio patrão e dono do próprio negócio. Muito tem se discutido sobre o empreendedorismo, muito se tem estudado sobre os melhores formatos de se investir, empreender e obter lucro, mas, considerando a deficiência no desenvolvimento economico do nosso país, pouco se dialoga sobre a formalização do empreendedorismo negro. Wemmia recorre à história para demonstrar que o debate sobre empreendedorismo, mesmo com a proliferação da internet, está longe de ser algo recente. Ela cita inclusive, a Irmandade da Boa Morte, que teve a sua fundação no século XIX, em Salvador, vindo posteriormente a se estabelecer na cidade de Cachoeira, na Bahia: “As mulheres da Irmandade vendiam quitutes e com o lucro das vendas ajudavam seus afiliados e outros negros, fugidos da escravidão, pagando suas alforrias. Ainda hoje, elas preservam essa motivação inicial, em memória ao sofrimento dos escravizados pela busca da liberdade e, dessa forma, se mantêm um exemplo notório de luta e resistência contra a escravidão. São, portanto, revolucionárias desde aquela época. Transformaram a falha de mercado do sistema escravocrata em oportunidade de viabilizar a liberdade de seu povo. Encontraram e encontram meios para solucionar questões relacionadas à redução da pobreza e desigualdade, em um cenário nada propício à participação ativa da mulher, com ênfase nas mulheres negras”.

Para Wemmia, é importante conhecer a história, justamente para compreender os territórios negros: “Quando resgatamos a história do Brasil, antes mesmo do sistema capitalista, fica evidente a manutenção do racismo estrutural nos territórios que a população negra se concentra e nas faixas de rendimento entre negros e não negros. Para nós é necessário conhecer e preservar a história para, só assim, consolidar ações mais igualitárias”.

É dentro deste contexto histórico que Marcio Macedo acredita que, quando falamos em empreendedorismo negro ou afro empreendedorismo, há uma perspectiva política envolvida.  Ou seja, são negócios de pessoas negras, que podem envolver algum tipo de relação com elementos das culturas negras e ainda ser voltados, de forma prioritária, para o consumo de pessoas negras: “Apesar de isso não ser algo novo, ele tomou um novo significado em um contexto que o mercado consumidor e a economia como um todo passam a ser vistos como  espaços de questionamento da desigualdade racial. Falar que a invisibilidade do empreendedorismo negro é efeito do racismo estrutural e empresarial é simplificar o problema. Entender o fenômeno do empreendedorismo é olhar para as relações entre raça, classes, desigualdades das mais variadas entre negros e brancos,  além da reconfiguração do mercado de trabalho dentro de uma economia neoliberal”.

Pesquisa realizada pelo Sebrae em 2018, a Global Entrepreneurship Monitor (GEM) revela que 40,2% das micro e pequenas empresas no Brasil são comandadas por negros. A mesma pesquisa, também nos mostra que apesar dos empreendedores negros liderarem o número de micro e pequenas empresas no Brasil, quando olhamos para o faturamento é maior a proporção de empreendedores negros que possuem renda familiar mais baixa do que empreendedores brancos e – ao contrário – é maior a proporção de empreendedores brancos que possuem rendas maiores: “Esses números discrepantes seguem a mesma linha ou dimensão da desigualdade vista entre negros e brancos no Brasil. Há diferenças nas formas, modos e tipos de negócios ou empreendimentos de negros e brancos. É preciso abrir os números para verificar com mais acuidade essas diferenças e desigualdades, mas diria que estamos comparando universos bastante distintos”, afirma Márcio.

Outra grande dificuldade da pessoa negra que empreende diz respeito à obtenção de créditos. Um estudo realizado pela PretaHub, em parceria com o instituto de pesquisas Plano CDE e o banco JP Morgan, mostrou que 32% dos empreendedores negros tiveram crédito negado, sem explicação. Márcio Macedo diz que ter acesso a crédito no Brasil é, em geral,  algo bastante difícil e caro e mais ainda para quem é pobre: “Há uma mistura de desinformação, desconfiança e seleção prévia realizada por bancos. O ponto central é: não há linhas de crédito com taxas de juros que não sejam exorbitantes para serem oferecidas para empreendedores e microempreendedores negros, porque a maior parte deles está alocada nas faixas de classe menos abastadas, que sofrem com problemas de formalização ou com questões às vezes bastante simples de serem resolvidas, mas que impedem o acesso ao crédito”.

A Pandemia de Covid-19 acentuou ainda mais as desigualdades sociais e raciais. E, no caso do empreendedorismo negro, um estudo do Sebrae mostrou que durante esse período 46% dos empreendedores estavam com dívidas em atraso. Sessenta e um por cento dos que buscaram empréstimo não conseguiram, mesmo tendo pedido valores mais baixos do que os brancos: “A pandemia afetou todos os negócios, tanto de brancos como os de negros. Contudo, a pandemia também se orientou pelas desigualdades na maneira como afetou de forma desproporcional a população. Ou seja, houve uma socialização desigual dos impactos negativos da pandemia, com um número maior de mortes e perdas de pobres e negros”, ressalta Márcio Macedo. “No caso dos empreendimentos negros, a forma de resiliência tem se dado através de apoio de redes familiares e de amigos. Muitas vezes não necessariamente na manutenção do negócio, mas na tentativa de dar conta das despesas de manutenção pessoal e familiar. Muitos empreendedores negros dependem dos seus negócios para pagar suas contas mensais, ou seja, sua subsistência está vinculada ao negócio. Na impossibilidade do negócio/empreendimento funcionar, algo que ocorreu no período mais crítico da quarentena, boa parte deles ficou sem renda e teve que recorrer à ajuda do Estado, dinheiro vindo do auxílio emergencial liberado pelo governo federal, ou buscou ajuda, como já disse, com familiares ou redes de amigos”, completa.

Com as dificuldades, no contexto da Covid-19, o empreendedorismo negro precisou pautar estrategias de resiliência negra para se manter vivo. Sendo empreendedora desde 2017 à frente da marca RAIX, atuando no ramo do vestuário com a valorização da cultura periférica,  e atuando também na Feira da Quebrada em Brasília e na Loja Colaborativa, Wemmia acredita que uma rede de parcerias com outros empreendedores negros pode ser eficaz na forma de aceleração e apoio de pequenos negócios. Márcio Macedo também vê de forma positiva a rede de parceria entre empreendedores negros: “Essa é uma estratégia que já vem sendo colocada por organizações como a Coalizão Éditodos, que visa captar recursos e apoiar negócios de empreendedores/as negros/as. A aceleração é algo que deve ser feita, contudo, é necessário experiência no universo do empreendedorismo. O processo de aceleração deve ser capitaneado por alguma organização que tem um papel importante e “know-how” no ecossistema empreendedor”.

Pensando nessa experiência no universo do empreendedorismo, Márcio Macedo está à frente do projeto “Raça & Mercado”, uma iniciativa conjunta da FGV EAESP – via FGVCenn e Coordenadoria de Diversidade – Feira Preta, AfroBusiness e Diaspora.Black. O projeto tem como premissa estimular a reflexão sobre o empreendedorismo negro e o fortalecimento do ecossistema: “Entre maio de 2019 e dezembro de 2020 realizamos onze fóruns de discussão nos quais foram convidados pesquisadores, empreendedores/as, empresas, organizações da sociedade civil e setores do Estado para discutir o tema do empreendedorismo negro a partir de diversas perspectivas. Publicaremos um relatório de atividades no início de 2021 com as principais conclusões”.

Atuando em seu território, Wemmia Santos é coordenadora do Programa LECria, (Laboratório de Empreendimentos Criativos) um edital de fomentos para empreendedores periféricos que, a cada ano, doa R $10 mil para 10 empreendimentos. Essa iniciativa surgiu após um estudo territorial: “Estudo realizado pela Codeplan (Companhia de Planejamento do Distrito Federal) aponta que Ceilândia, Águas Claras e Taguatinga são as três Regiões Administrativas com o maior número de microempreendedores individuais (MEI) no setor da cultura, nas atividades artísticas como espetáculos, fotografia e música”, segundo a empreendedora, são empresas criativas que estimulam o mercado e são responsáveis pelo aumento da qualidade de vida na região. “O LECria, tem como objetivo instigar ainda mais o empreendedorismo criativo na construção e ampliação da economia solidária entre a juventude, oportunizando a inclusão de novas formas de empreender nas artes, danças, música, comunicação entre outros nichos”. Completa.

Dessa forma, além de fomentar a criação a Feira da Quebrada, Wemmia traz o conceito de loja colaborativa, como forma de ligar o empreendedor com o cliente: “A loja colaborativa RAIX, na Praça do Cidadão, em Ceilândia, foi criada com o objetivo de fomentar o empreendedorismo entre jovens periféricos trazendo um formato colaborativo, que já é tendência validada, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A ideia é sermos um veículo que conecta o vendedor ao cliente, cedendo o espaço por um valor justo e acessível, espaços compartilhados tem sido uma ótima solução para empreendedores iniciais e de pequena escala que buscam otimização de custos e escoamento de estoque, tendo em vista a impossibilidade de arcar sozinhos valores fixos, como aluguel, manutenção, funcionários, divulgação, dentre outros, fazendo assim que permaneçam por mais tempo na informalidade”, completa.

Márcio acredita que programas de recuperação econômica, como proposto pelo Fundo Baobá, são iniciativas louváveis e importantes para o desenvolvimento e fortalecimento do empreendedorismo negro no Brasil: “É necessário que outras organizações, públicas e privadas, sigam o exemplo do Fundo Baobá com vistas a possibilitar que inovações econômicas e sociais sejam conquistadas através do empreendedorismo de pessoas negras, que beneficia a todos/as, negros/as e não negros/as”. 

Wemmia Santos, que é uma das mulheres apoiadas pelo Fundo Baobá no Programa de Aceleração de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco, também reforça o coro: “Se eu não tivesse participado de um edital de fomento, com certeza boa parte das ações que executamos hoje não seriam possíveis. Fico feliz em ver cada vez mais iniciativas que incentivam pessoas negras a buscarem seus sonhos de forma ampliada”.

Fundo Baobá divulga a lista de selecionados para Programa Já É: Educação para Equidade Racial

Hoje, 10 de dezembro, celebramos o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Foi também em um dia 10 de dezembro, no ano de  1948, durante a assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU), em Paris (França), que foi instituída a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Composta por 30 artigos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos traz os direitos que todo ser humano tem ao nascer e ao longo de toda vida, entre eles, está a educação. No 26ª artigo diz que “Todo ser humano tem direito à educação”, e ainda reforça que “A educação será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais”.

Acreditando na importância da educação para a promoção da justiça social, que o Fundo Baobá para Equidade Racial, com o apoio da Citi Foundation, lançou o Programa Já É: Educação para Equidade Racial.

Lançado no dia 10 de julho de 2020, para apoiar 100 jovens negros, residentes em bairros periféricos de São Paulo e outros municípios da região metropolitana, a acessarem o ensino de nível superior. O programa inclui não só os custos dos estudos em cursinho preparatório para o vestibular e as despesas com transporte e alimentação ao longo do programa.

Ele prevê também atividades voltadas para o enfrentamento dos efeitos psicossociais do racismo e para a ampliação das habilidades socioemocionais e vocacionais e ainda mentoria com profissionais de diferentes formações acadêmicas, experiências profissionais e de vida.

O Programa Já É, teve 245 pessoas inscritas, até o encerramento das inscrições no dia 9 de agosto de 2020. A segunda etapa de seleção do edital foi classificatória e aconteceu dentro do período de 05 de outubro a 10 de novembro. Foram convidados para a entrevista 211 candidatos, no qual 120 participaram da entrevista.

Hoje anunciamos as 100 pessoas selecionadas para participar do Programa Já É: Educação para Equidade Racial. Confira abaixo a lista em ordem alfabética:

1 – Alan David Vieira Hildebrando
2 – Aline Castro
3 – Ana Claudia Rocha de Souza
4 – Ana Júlia Melo de Lucas
5 – Ana Maria Silva Oliveira
6 – Ângela Ferreira da Silva
7 – Antonio Gustavo Ribeiro Da Silva
8 – Aretha Victoria Ramos dos Santos
9 – Barbara Oliveira Guimaraes dos Santos
10 – Beatriz Moreira Passos da Silva
11 – Beatriz Sampaio do Nascimento
12 – Bianca Paixao Silva
13 – Bruna Cypriano da Silva Pacheco
14 – Camila Carvalho Santos
15 – Carlos Eduardo de Castro Cerqueira
16 – Caroline Cristina Santos Gino
17 – Cherisch Dantas Invangelho
18 – Clarissa Beatriz Da Costa Bulling
19 – Eduardo Silva de Souza
20 – Emily Tauany Souza Andrade Pereira
21 – Erick dos Santos Rodrigues
22 – Fernanda Ferreira dos Santos
23 – Flavia Martins de Santana
24 – Gabriel Lima Viana Silva
25 – Gabriella Beltrão Martins Mota
26 – Gabrielly Maria Silva
27 – Geovana de Carvalho Teles de Amorim
28 – Geovanna da Silva Melo
29 – Giovanna Oliveira Correia da Silva
30 – Giovanna Vitória Dos Santos Xavier
31 – Gustavo de Jesus Oliveira
32 – Gustavo de Jesus Soares
33 – Ikaro Ricardo Sampaio Cruz Vieira
34 – Ione Vitor Mendes
35 – Isabella Alcantara dos Santos
36 – Isabella Amaro da Costa Oliveira
37 – Isaque Rodrigues de Oliveira
38 – Izabel dos Santos Neimeir
39 – Jaini Da Silva Macedo
40 – Jakeline Souza Lima
41 – Jefferson Luis Ramos do Nascimento
42 – Jessica Santos Paixão
43 – João Gabriel Ribeiro dos Santos
44 – João Pedro Araújo da Silva
45 – João Victor dos Santos Bezerra
46 – Joyce Cristina Nogueira
47 – Julia Camile Da Silva Santos
48 – Julia Firmino Gabriel
49 – Karine Lopes dos Santos
50 – Kerollyn Silva Alves
51 – Ketlen Leandra Carvalho
52 – Laiza Catarine Ferreira Diniz
53 – Larissa Araujo Aniceto
54 – Laryssa Lorrany Gonçalves de Oliveira/ Leonardo
55 – Laura Tatiana Alves Mendonça Prates
56 – Laysa Stefani de Almeida Brito
57 – Leandro Gomes de Oliveira
58 – Livia Ferreira Estanislau
59 – Luana Silva Santos
60 – Lucca Catherine Ferreira dos Santos
61 – Luiz Benedito Ferreira de Oliveira
62 – Luiz Fernando Muniz Oliveira
63 – Luiz Vinicius Reis Silva
64 – Luíza Firmino Gabriel
65 – Maria Eduarda Da Silva Souza
66 – Mateus Gomes dos Santos
67 – Maura Maria de Araujo Ramos
68 – Max Juan Oliveira Santos
69 – Mayara Maria Malta
70 – Maysa Silva Dias
71 – Melissa de Jesus Calixto Costa
72 – Micheli Karoline da Silva Santos
73 – Murilo Alves de Oliveira
74 – Naomi Brito
75 – Natália dos Anjos Oliveira
76 – Natalini Santos de Jesus
77 – Natan Conceição da Silva Santos
78 – Natanael Teodoro dos Santos
79 – Nayara Silva de Oliveira
80 – Nicholas Welington Crisologo Gonçalves
81 – Paulo Vicco
82 – Raphaela Dos Santos Moura
83 – Raquel Pinheiro De Carvalho
84 – Rayane Jesus Santos
85 – Rayanne Caetano da Silva
86 – Rhasna Neves Ferreira
87 – Rubianne Yasmini de Paula Araujo
88 – Tallita Soares de Andrade
89 – Taluma Gabriely Sousa Ferreira
90 – Taynara Silva Santos
91 – Thais Vieira Costa
92 – Thauany Christina Gabriel Aniceto
93 – Thereza Eliete Oliveira Ribeiro/ Breno Oliveira Ribeiro
94 – Vanessa da Silva Souza
95 – Victor dos Passos Moreira
96 – Vinicios Gabriel Salatiel
97 – Vinicius Ribeiro
98 – Vitoria de Jesus Damasceno
99 – Vitoria Nunes
100 – Wellington Marcelino

Parabéns a todas as pessoas selecionadas. O Fundo Baobá para Equidade Racial entrará em contato por e-mail com todos vocês. As aulas começam em março de 2021, mas em fevereiro haverá encontro virtual para orientações gerais. Também nesse mês acontece a assinatura do contrato de bolsa e benefícios.

As e os jovens selecionadas(os) pelo Programa JÁ É serão periodicamente avaliadas por profissionais especializados em relação ao seu desempenho e performance no processo preparatório para o vestibular e, além disso deverão frequentar as atividades obrigatórias e apresentar relatórios periódicos de progresso, seguindo as orientações e formulários disponibilizados pelo Fundo Baobá.

Caso haja desistência, as pessoas que estiverem na lista de espera serão convocadas. A convocação irá acontecer no início de março de 2021.

Confira a lista de espera em ordem de classificação

LISTA DE ESPERA EM ORDEM DE CLASSIFICACAO
1 – Alice Silva Gomes
2 – Anna Beatriz da Silva Garcia
3 – Caroline Vitória Rocha Dos Santos
4 – Kenya Cristina S. Pereira
5 – Karina Leal de Souza
6 – Joselaine Romão Soares
7 – Malcolm Da Silva Barreto
8 – Thiago Nery da Silva
9 – Thaís Lopes de Souza
10 – Thais Sousa Silva
11 – Luiz Felipe Motta da Silva
12 – Heloisa Cristina
13 – Marcos Agostinho da Silva Filho
14 – Ewerton de Jesus Lima
15 – Pietra Isabelle dos Reis

 

Fundo Baobá lança edital para apoiar empreendedores negros e empreendedoras negras no contexto pós-pandemia

O Fundo Baobá para Equidade Racial apresentou, no dia 11 de novembro, uma grande oportunidade para micro e pequenos empreendedores. É o Programa de Recuperação Econômica de Pequenos Negócios de Empreendedores(as) Negros(as), que vai apoiar 47 negócios que precisem de um aporte financeiro para melhor se desenvolver. Esses negócios têm que ser comandados por pessoas (homens e mulheres) negras que toquem os seus negócios em comunidades periféricas ou territórios em contexto de vulnerabilidade socioeconômica. O investimento é de R$ 1,6 milhão, com inscrições no site do Baobá até o dia 20 de dezembro. Coca-Cola Brasil, Banco BV e Instituto Votantim apoiam a iniciativa do Fundo Baobá.

As pessoas negras que empreendem sofreram mais com a recessão econômica provocada pela pandemia. “Fomentar o empreendedorismo negro, contribuindo para o desenvolvimento e ampliação das habilidades das lideranças e aceleração de seus  negócios, é um dos instrumentos necessários para que o pleno potencial da população negra seja alcançado e para que se construa uma sociedade justa”, explica Selma Moreira, diretora-executiva do Fundo Baobá.

“O Instituto Coca-Cola Brasil tem como objetivo passar de milhares para milhões de jovens impactados através de programas, parcerias e ecossistema no qual atua. Impulsionar o fortalecimento dos principais afetados pela pandemia é fundamental para alcançarmos este objetivo”, afirma Daniela Redondo, diretora do Instituto.

Para assegurar um impacto mais profundo, o edital estabelece que as propostas devem ser inscritas, em conjunto, por três pequenos empreendedores(as) negros(as) que já atuem em parceria ou queiram trabalhar de maneira complementar. Não é necessário possuir CNPJ – um detalhe que favorece a adesão de pessoas de comunidades periféricas ou territórios em contexto de vulnerabilidade socioeconômica. Não há restrições a identidade de gênero e a faixa etária para inscrição é de 18 anos ou mais. Propostas das regiões Nordeste e Norte ou que envolvam negócios liderados por mulheres serão priorizadas.

O edital é exclusivo para empreendedoras e empreendedores negros que tenham pequenos negócios com faturamento de até R$ 6.750,00 (seis mil, setecentos e cinquenta reais) por mês. Os(as)  selecionados(as) vão receber R$ 10 mil cada um (totalizando R$ 30 mil por iniciativa). O programa  inclui ainda mentoria: assistência técnica, formação, troca de experiência entre participantes e empreendedores(as) de sucesso.

As inscrições podem ser feitas de 11 de novembro a 20 de dezembro no site do Fundo Baobá. O programa terá início em 1 de março de 2021, após as três fases de seleção.

O apoio à iniciativa do Fundo Baobá reforça o compromisso das corporações com o combate ao racismo e promoção da equidade racial no contexto econômico brasileiro. O Fundo Baobá – primeiro e único fundo dedicado exclusivamente à equidade racial no País – agrega seu profundo entendimento do tema, de forma que o edital não seja apenas transferência de recursos, mas sim uma iniciativa transformadora nas comunidades onde estão localizados os negócios apoiados.

Fundo Baobá encerra em 12 de outubro a Chamada para Artigos Sobre Ações de Filantropia para Equidade Racial Pós-Pandemia

O prazo está acabando: vão até 12 de outubro as inscrições no edital de artigos sobre ações de filantropia para equidade racial no contexto pós-pandemia.  Serão selecionados até 20 artigos e seus autores vão receber verba de apoio no valor de R$ 2,5 mil cada. Para 2021, ano em que o Fundo Baobá para Equidade Racial completa 10 anos de fundação, uma edição eletrônica bilíngue (português-inglês) de um livro com os artigos será publicada. 

O edital é aberto a toda a comunidade acadêmica. Para figurar como primeiro(a) autor(a) do artigo esperamos contar com especialistas, mestres ou doutores com produção acadêmica concernentes às áreas priorizadas pelo Fundo Baobá para os seus investimentos programáticos: educação para equidade racial, do ciclo básico à pós-graduação; população quilombola; juventude negra; racismo religioso; saúde da população negra e ciclo de vida; masculinidades negras; violência de gênero contra mulheres negras; violência de gênero contra lésbicas, gays, travestis, transsexuais, queers, intersex negrxs; violência racial: segurança cidadã; racismo ambiental;   população negra, ciência e tecnologia; população negra e desenvolvimento econômico; população negra, comunicação e arte; população negra e memória.

 

O objetivo do edital, que é parte do projeto Consolidando Capacidades e Ampliando Fronteiras e integra uma parceria com a Fundação Ford, é a produção de conhecimento que possa fortalecer a atuação do Fundo Baobá no apoio a organizações e lideranças negras. Por isso, a participação da comunidade acadêmica é muito importante. 

A primeira etapa da seleção será de 26 de outubro a 10 de dezembro de 2020 e contará com o apoio de um grupo de pesquisadores com experiência comprovada na área e com título de doutor há pelo menos cinco anos para realizar análise crítica dos artigos.  A lista final dos textos que irão compor a publicação será divulgada no site do Fundo Baobá até o dia 22 de fevereiro de 2021. 

Clique aqui e inscreva seu artigo. 

Selecionados para receber doações emergenciais de apoio à primeira infância no contexto da Covid-19

O Fundo Baobá Para a Equidade Racial divulgou no dia 25 de setembro, a lista de selecionados do edital de doações emergenciais de apoio à primeira infância no contexto da Covid-19.

A iniciativa do Fundo Baobá, em parceria com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, a Porticus América Latina e a Imaginable Futures foi concebida para apoiar famílias com mulheres e adolescentes em estado de gravidez, mulheres em situação de parto recente, além de homens responsáveis ou corresponsáveis pelo cuidado de crianças de 0 a 6 anos no contexto da pandemia Covid-19.

Lançado no mês de julho, o edital teve mais de 200 pleiteantes entre os dias 6 de julho e 9 de agosto de 2020.  As inscrições vieram de vários estados do Brasil. Por regiões, o número de projetos contemplados é o seguinte: Nordeste – 24; Sudeste – 23; Norte – 4; Centro Oeste – 4; e Sul – 1.

Como o edital indicava, os critérios de seleção levaram em conta a coerência da proposta frente aos objetivos do edital, sua adequação e factibilidade frente às condições de vida e saúde e às singularidades dos sujeitos para os quais as ações seriam dirigidas  (por exemplo ações dirigidas a povos indígenas, quilombolas, migrantes ou refugiados, foram avaliadas em relação à sensibilidade cultural).

O processo de escolha também levou em consideração a adequação e factibilidade da proposta frente ao contexto de isolamento social imposto pela pandemia da COVID19 e buscou priorizar propostas voltadas para o apoio no campo da saúde, educação e assistência social à famílias que vivem em contextos de desigualdades sociais, violência urbana, violência intrafamiliar, desemprego, fome e outras adversidades agravadas no contexto da pandemia de COVID19.

O cruzamento desses critérios permitiu identificar 56 iniciativas que irão receber apoio no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).  A divulgação dos vencedores, como previsto no edital, é feita 45 dias após o término do período de inscrições. Os valores serão depositados para os vencedores dentro de 10 dias úteis e a prestação de contas deve ocorrer em até 90 dias após recebimento da doação.

O Fundo Baobá convida todas as pessoas selecionadas para uma reunião virtual no dia 1º de outubro, via plataforma zoom. Mais detalhes serão enviados por e-mail.

Confira a lista completa:

Nome da Pessoa Proponente Área de Atuação Estado Cidade Bairro Comunidade ou Território
1 – Ágata Parentes Ferreira Educação DF Brasília Ceilândia Sol Nascente
2 – Alessandra Danielly Cruz Educação PE Orocó Zona Rural Território Quilombola Águas do Velho Chico
3 – Aline Brauna Dos Santos Saúde CE Paracuru Freixeiras
4 – Aline Cardoso Côrtes Saúde DF Brasília Ceilândia Sol Nascente
5 – Aline Pedro De Moura Assistência Social RN Macaíba Zona Rural Comunidade Quilombola de Capoeiras
6 – Amanda Cristina Queiroz De Moraes Educação PA Ananindeua Curuçambá
7 – Ana Elisa Barbosa De Andrade Melo Assistência Social PE Recife Ibura Comunidade do Candeeiro
8 – Anny Waleska Saldanha Torres Educação BA Feira de Santana Santo Antonio dos Prazeres Território X
9 – Aristanan Pinto Nery Da Silva Saúde BA Água Fria Distrito de Pataiba Pataiba
10 – Ayodele Floriano Silva Assistência Social SP Itirapina Nova Itirapina Nova Itirapina
11 – Beatriz Raquel Silva Souza Saúde RJ Armação dos Búzios Cem Braças e Capão Cem Braças e Capão
12 – Bruna Rafaelly Cavalcanti Da Cruz Educação MA Centro Novo do Maranhão Sede e Povoados
13 – Caena Rodrigues Conceição Saúde BA Salvador Bairros Periféricos Comunidades em situação de vulnerabilidade
14 – Camila Britto Da Silva Educação SP Arujá Parque Rodrigo Barreto, Jd Mirante
15 – Carla Hemanuela Bezerra Assistência Social CE Crato Pimenta Casa do Imigrante
16 – Caroline Dias Gomes Padilha Educação RJ Rio de Janeiro Penha Penha
17 – Christiane Teixeira Mendes Assistência Social MA São Luis Coroadinho Polo Coroadinho
18 – Claudia Arantes Da Silva Mathias Educação SP São Paulo Região Central Região Central de São Paulo
19 – Cora Carolina De Paula Souza Assistência Social SP São Paulo Parque de Taipas Quilombo da Parada
20 – Daiane Da Fonseca Pereira Assistência Social BA Feira de Santana Matinha Comunidade Quilombola Candeal II
21 – Deyse Andrade Oliveira Educação SP Santo André Borda do Campo e Grande Vila Luzita Borda do Campo e Grande Vila Luzita
22 – Domingos Lemos Silva Saúde BA Vitória da Conquista Zona Rural Comunidade Quilombola São Joaquim do Sertão
23 – Edaildes Aparecida Rocha Saúde SP São Paulo Rio Pequeno Comunidades do Rio Pequeno e de Embu das Artes.
24 – Elisene Lemes De Oliveira Santos Educação AM Manaus Jorge Teixeira Comunidade Santa Ines
25 – Ester Oliveira Bayerl Educação RJ Rio de Janeiro Jacarepaguá Cidade de Deus
26 – Fernanda De Sá Sampaio Educação SP São Paulo Jardim Sydney Comunidade do Cantagalo
27 – Fernanda Flávia Cockell Silva Assistência Social SP Santos Nova Cintra Território dos Morros
28 – Helena Maria Tenderini Ferreira Da Silva Saúde PE Tracunhaém Bairro Novo
29 – Heloisa  Ferreira Da Silva Assistência Social BA Salvador Engenho Velho de Brotas Brotas
30 – Itamara Luiza Da Silva Assistência Social RN Assu Conjunto São Cristóvão e Conjunto Irmã Lindalva Bairro Frutilândia e Comunidade Baviera
31 – Jacqueline Leite Serafim Assistência Social PE Olinda Rio Doce Comunidade Beira Mangue
32 – Jaqueline Barbosa Dos Santos Heldt Assistência Social SP Pompéia Bairros Periféricos
33 – Jonatas Aparecido Silva Educação SP Campinas Oziel, Campo Grande, Campo Belo e Ouro Verde. Regiões Sul e Sudoeste.
34 – Kelly De Souza Prado Saúde SP Francisco Morato
35 – Lara De Paula Eduardo Saúde SP Embu das Artes Itatuba Região de Itatuba
36 – Layla Daniele Pedreira De Carvalho Assistência Social BA São Francisco do Conde e Santo Amaro
37 – Leandro Vilas Verde Cunha Assistência Social BA Salvador e Lauro de Freitas Comunidade do Ilê Axé Odé Yeyê Ibomin
38 – Lela Queiroz Assistência Social BA Salvador
39 – Liliane Santos Pereira Silva Saúde AL Batalha Zona Rural Comunidade Quilombola do Cajá dos Negros
40 – Marcy Maria Ferreira Gomes Educação RJ Duque de Caxias Centenário Mangueirinha
41 – Maria Carolina Ortiz Whitaker Saúde BA Salvador Ilha de Maré Praia Grande
42 – Maria Das Dores Faustino Saúde MG Belo Horizonte e Betim
43 – Maria Lúcia Dos Santos Rodrigues Assistência Social PA Região Metropolitana de Belém Águas Lindas Comunidade Moara e Área Adjacente
44 – Marlise Silva Lemos Educação RS Porto Alegre Cavalhada Sul e Extremo/ Restinga/ Cavalhada
45 – Meire Pereira De Oliveira Assistência Social BA Salvador Federação Comunidade de São Lazaro
46 – Minéia Miranda Santos De Oliveira Assistência Social SP São Paulo Ermelino Matarazzo Vila Santa Inês e Vila Godoy
47 – Natália Sevilha Stofel Assistência Social SP São Carlos Cidade Aracy
48 – Patricia Maria Barros Thomas Saúde RJ Rio de Janeiro Rocinha
49 – Paulo Henrique Do Nascimento Saúde RN Assu João Paulo II Favela Parati 2000
50 – Priscila Costa Saúde SP São Paulo Jabaquara Favela Alba
51 – Roberta Fernandes De Souza – Beth Fernandes Saúde GO Goiânia Região Noroeste
52 – Samily Maria Moreira Silva E Silva Assistência Social PA Belém Icoaraci, Terra Firme e Cotijuba. IBAMCA e Africanos de Icoaraci
53 – Silvia Aparecida Do Carmo Rangel Educação SP Suzano Miguel Badra Urbana
54 – Thays Fernanda Da Silva Saúde PE Recife Prado/ Zumbi/Cordeiro e Madalena Sítio do Berardo, Rua da lama e Sítio do Cardoso
55 – Tobias Pereira Soares Filho Assistência Social DF Brasília Ceilândia Sol Nascente
56 – Viviane Zerlotini Da Silva Assistência Social MG Belo Horizonte Baronesa Ocupações urbanas da região de Izidora

 

Open Society Foundation: a força da filantropia na luta antirracista

Fundada na década de 1980, a fundação atua mundialmente com foco em combater desigualdades e o preconceito. Atualmente, os países que mais recebem investimentos são o Brasil e a Colômbia, fortalecendo as lideranças e organizações negras. Conheça parte dessa história que é contada por Lígia Batista, assessora especial do Programa para América Latina. 

Boletim –  Quando a Open Society Foundations trouxe para o centro a questão da equidade racial nos  Estados Unidos e no Brasil?

Lígia Batista – O trabalho da Open Society nos Estados Unidos começou na década de 1980, com foco em melhorar a qualidade dos cuidados paliativos e reformar a política de drogas, dotada de práticas severamente punitivas que recaíam especialmente sobre os negros. Na década de 1990, o trabalho foi ampliado para combater o preconceito nas escolas, no policiamento, nos processos eleitorais e no sistema judiciário, bem como foi intensificado o apoio àqueles que defendiam mais  níveis de prestação de contas pelos governos e a proteção dos direitos civis e políticos. Em 2020, a fundação investiu $220 milhões de dólares para fortalecer o poder de atuação e disputa política das comunidades negras norte-americanas, em resposta às ondas de protestos que ainda tomam as ruas do país em reação aos assassinatos de afro-americanos pela polícia. No Brasil, a fundação tem aumentado sua atuação no fortalecimento de lideranças e organizações negras. Apoiamos cada vez mais grupos que se posicionam na vanguarda das disputas políticas e no enfrentamento ao racismo, seja no campo da inovação democrática, da construção de contranarrativas ou do reposicionamento do debate sobre direitos humanos neste país, no qual raça e etnia devem ser entendidas como eixos centrais. Além disso, buscamos contribuir para alavancar o debate sobre o papel que a filantropia deve ter na luta antirracista.

Boletim –  E a atuação com o Fundo Baobá?

Lígia Batista – Um dos maiores apoios já realizados pela fundação no Brasil foi para a consolidação do Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco. A parceria com o Fundo Baobá, iniciada em 2018, visou a consolidação desse projeto que é fundamental. O assassinato de Marielle diz muito a respeito do medo que as elites brancas cisheteronormativas carregam diante do levante de mulheres negras que desafiam as estruturas de poder. E nada é mais vigoroso do que responder a essa tentativa de silenciamento com o fortalecimento de outras vozes negras femininas em todo o país que dedicam sua energia à luta por equidade racial no Brasil sem perder de vista as dimensões de gênero, classe, sexualidades e território, dentre outras. A existência desse Programa, feito por e para mulheres negras, só reforça o senso de que não avançamos sozinhas, mas de forma coletiva.

Boletim – Por que a Open Society Foundations considera relevante apoiar iniciativas, programas e projetos que promovam a equidade racial?

Lígia Batista – Mais da metade da população brasileira é autodeclarada negra. Essa é uma dinâmica única que nos torna o país com a maior população negra fora do continente africano. Apesar disso, ainda que sejamos maioria, há uma clara distorção nas relações de poder. Negros e negras ainda são minoria em direitos, representação e participação política, além de alvos preferenciais da violência armada, da desigualdade econômica, do encarceramento, da intolerância religiosa e da violência de gênero. Assim, em um país majoritariamente negro, no qual uma minoria branca sempre controlou os sistemas de poder, apoiar ações que promovam a equidade racial deve ser uma prioridade. Lutar contra o racismo é lutar por uma sociedade que busque reparar o legado de dor e violência deixado pelo colonialismo e pela escravidão, combatendo as expressões contemporâneas de exclusão que até hoje ainda derivam desses processos históricos.

Lígia Batista é assessora especial do Programa para América Latina da Open Society Foundations

Boletim – Qual é o papel das fundações na busca por um mundo mais justo e igualitário?

Lígia Batista – O papel da filantropia no Brasil pode ser decisivo para a consolidação de um projeto diferente de presente e de futuro. Ainda que sem dominar os poderes econômicos e políticos que sustentam essa sociedade desigual, os movimentos negros têm dado conta de tocar múltiplas estratégias de ação, já tendo alcançado vitórias históricas. Grandes lideranças do setor filantrópico devem tomar partido nessa discussão, se posicionar do lado certo da história e promover ações concretas, para dentro e para fora de suas instituições. O setor precisa compreender que a neutralidade não existe e que todas as escolhas estratégicas de ação adotadas pelo investimento social privado partem de alguma perspectiva – e elas nunca foram racialmente ‘neutras’. Dessa forma, destaco que o compromisso com a equidade racial no setor deve se refletir na missão, visão e valores das instituições. É preciso incorporar a equidade racial ‘portas para dentro’, a partir, por exemplo, da definição de critérios objetivos e políticas internas para fortalecer a diversidade e equidade nos processos de contratação das equipes, com a garantia de que as vozes negras tenham espaço real de escuta e participação ativa na tomada de decisão. Essa diversidade deve se aplicar também aos conselhos. E pensando em ‘portas para fora’, é urgente investir e fortalecer cada vez mais lideranças e organizações negras da sociedade civil, incorporando o enfrentamento ao racismo de forma clara nos planos de ação.

Boletim – Além do apoio que oferece ao Fundo Baobá, no Brasil, que outros países têm iniciativas apoiadas?

Lígia Batista – A Open Society tem atuação em mais de 120 países ao redor do mundo. A fundação apoia o fortalecimento de sociedades abertas e vibrantes em todos os continentes e tem presença já consolidada e crescente na América Latina. Considerando especificamente o trabalho para equidade racial e as relações raciais na região, os países que hoje concentram a maior parte dos investimentos são Brasil e Colômbia, visando o fortalecimento de grupos afro-latinos e indígenas.

Boletim – Gostaria de fazer algum comentário adicional ou deixar um recado para as pessoas?

Lígia Batista – O recado que eu gostaria de deixar é que é preciso agir agora. Que não tenhamos que esperar por mais casos como os de Ágatha Felix, João Pedro, Rafael Braga, Preta Ferreira, Valéria Santos e tantos outros que escancaram o racismo cotidiano para nos lembrarmos que essa causa é real e urgente. Além disso, destaco que a luta por equidade racial não deve ser travada apenas por pessoas negras: o enfrentamento ao racismo deve ser uma agenda de todos e todas. Cada um de nós tem um papel fundamental para tornar realidade  a utopia de justiça, dignidade e direitos para todos e todas.

Selecionados para a segunda etapa do processo seletivo do Programa Já É: Educação para Equidade Racial

Resultado Já É - Fundo Baobá para Equidade Racial

Lançado no dia 10 de julho, o edital teve 245 pessoas inscritas, até o encerramento das inscrições no dia 9 de agosto de 2020. O Programa Já é inclui uma bolsa de estudos em um cursinho preparatório para o vestibular, atividades voltadas para o enfrentamento dos efeitos psicossociais do racismo e para a ampliação das habilidades socioemocionais e acadêmicas, incluindo programa de mentoria. Além dos itens citados, as despesas de transporte e alimentação também serão custeadas ao longo do Programa, que deve ter duração de 12 meses a partir de março de 2021.

O Programa Já É: Educação para Equidade Racial, é para jovens de ambos os sexos, mas priorizam jovens de sexo masculino, jovens transsexuais, jovens mães, jovens que tenham cumprido medidas socioeducativas, e jovens que residem em bairros, territórios ou comunidades periféricas.

Como descrito no edital, a segunda etapa de seleção será classificatória e acontecerá no período de 05 de outubro a 10 de novembro (entrevista individual, realizada em ambiente virtual, por profissionais especializados). Todas as pessoas serão contactadas por e-mail para o agendamento das entrevistas individuais. Fiquem de olho em seus e-mails.

Confira as 211 pessoas selecionadas para próxima etapa do processo seletivo do programa.

Nome Completo Cidade/Município
1 – Adrian Silva de Jesus  São Paulo
2 – Agatha Endy Mendes do Rosario Taboão da Serra
3 – Alan David Vieira Hildebrando  São Paulo
4 – Alice Silva Gomes São Paulo
5 – Alline Castro Caieiras
6 – Ana Aparecida Rodrigues da Silva Osasco
7 – Ana Beatriz da Cruz Santos Souza  Taboão da Serra 
8 – Ana Claudia Rocha de Souza São Paulo
9 – Ana Júlia Melo de Lucas  São Paulo
10 – Ana Maria Silva Oliveira São Paulo
11 – Anderson Costa da Silva São Paulo
12 – Andressa Ferreira da Silva São Paulo
13 – Andressa Furtado da Silva  São Paulo
14 – Ângela Ferreira da Silva São Paulo
15 – Anna Beatriz da Silva Garcia São Paulo
16 – Antônio Gustavo Ribeiro da Silva São Paulo
17 – Any Elisa Peixoto Cirino dos Santos São Paulo
18 – Aretha Victoria Ramos dos Santos  São Paulo
19 – Ariane Pereira da Silva Juquitiba 
20 – Barbara Oliveira Guimaraes dos Santos São Paulo
21 – Barbara Thayna de Castro Barboza Silva São Paulo
22 – Beatriz Moreira Passos da Silva São Paulo
23 – Beatriz Oliveira Mendes Taboão da Serra
24 – Beatriz Pereira de Souza São Paulo
25 – Beatriz Sampaio do Nascimento São Caetano do Sul
26 – Bianca Braz de Lima Taboão da Serra
27 – Bianca Paixao Silva  São Paulo
28 – Bianca Silva Alves  São Paulo
29 – Breno Oliveira Ribeiro São Paulo
30 – Bruna Afonso de Oliveira  São Bernardo do Campo
31 – Bruna Cypriano da Silva Pacheco São Paulo
32 – Bruno Aparecido Justino Conceição São Paulo
33 – Camila Carvalho Santos São Paulo
34 – Carlos Eduardo de Castro Cerqueira  São Paulo
35 – Caroline Cristina Santos Gino São Paulo
36 – Caroline Vitória Rocha dos Santos São Paulo
37 – Celine Alves dos Santos  Embu das Artes 
38 – César Augusto da Silva Rocha São Paulo
39 – Cherisch Dantas Invangelho São Paulo
40 – Clarissa Beatriz Da Costa Bulling São Paulo
41 – Daniel da Rosa Tandu  São Paulo
42 – Deáwilla Oliveira de Souza São Paulo
43 – Eduardo Silva de Souza São Paulo
44 – Elen Felix dos Santos  São Paulo
45 – Eloí Gabriela Carvalho Mello Firmiano  São Paulo
46 – Emily Tauany Souza Andrade Pereira São Paulo
47 – Érica Martins Marques São Paulo
48 – Erick dos Santos Rodrigues São Paulo
49 – Eva Mayra Vulcão Dantas de Feitosa  São Paulo
50 – Ewerton de Jesus Lima São Paulo
51 – Exaucee Cathy Kalambay São Paulo
52 – Felipe Marinho de Jesus Souza São Paulo
53 – Felipe Marino de Souza São Paulo
54 – Fernanda Ferreira dos Santos São Paulo
55 – Flávia Martins de Santana São Paulo
56 – Flávio Luiz Ferreira Pedroso  São Paulo
57 – Gabriel Lima Viana Silva São Paulo
58 – Gabriel Tavares de Melo da Cruz  São Paulo
59 – Gabriela da Silva Santana  São Paulo
60 – Gabriela de Sousa Monteiro  Santo André
61 – Gabriella Beltrão Martins Motta  São Paulo
62 – Gabriella Santos Sampaio Silva São Paulo
63 – Gabrielly Maria Silva São Paulo
64 – Geovana de Carvalho Teles de Anorim São Paulo
65 – Geovanna da Silva Melo Osasco
66 – Giovana clemente da Silva São Paulo
67 – Giovanna Caroline Alves Ferreira  Embu das Artes 
68 – Giovanna Oliveira Correia da Silva Franco da Rocha
69 – Giovanna Vitória Dos Santos Xavier São Paulo
70 – Gizele Lucas  São Paulo
71 – Guilherme Augusto da Silva São Paulo
72 – Guilherme Dias da Silva  São Paulo
73 – Guilherme Henrique de Andrade Leme Diadema
74 – Gustavo de Jesus Oliveira São Paulo
75 – Gustavo de Jesus Soares São Paulo
76 – Gustavo Ferreira da Costa  São Paulo
77 – Gustavo Moraes da Silva  Diadema
78 – Heloísa Cristina Rosendo Cardoso São Paulo
79 – Heloísa de Sena Muniz Campos São Paulo
80 – Henrique Araújo de Oliveira  São Paulo
81 – Ikaro ricardo sampaio Cruz Vieira  Francisco Morato 
82 – Ione Vitor Mendes São Paulo
83 – Isabela Queiroz da Silva  São Paulo
84 – Isabella Alacantara dos Santos São Paulo
85 – Isabella Amaro da Costa Oliveira São Paulo
86 – Isaque Rodrigues de Oliveira São Paulo
87 – Izabel dos Santos Neimeir Osasco
88 – Jaini Da Silva Macedo  São Paulo
89 – Jakeline Souza Lima Itapevi
90 – Janaina Santana Silva  São Paulo
91 – Jaqueline Aparecida Becca São Paulo
92 – Jefferson Gervaes Barbosa São Paulo
93 – Jefferson Luis Ramos do Nascimento Barueri
94 – Jeniffer Vitor Rodrigues da silva  São Paulo
95 – Jenyfer Aparecida Nunes Ferreira São Paulo
96 – Jessica Santos Paixao  São Paulo
97 – João Gabriel Ribeiro dos Santos  São Paulo
98 – João Pedro Araújo da Silva  São Paulo
99 – João Victor dos Santos Bezerra São Paulo
100 – Joselaine Romão Soares Carapicuíba
101 – Joyce Cristina Nogueira São Paulo
102 – Juan Estelino do Nascimento Francisco Morato
103 – Júlia Amorim Souto Osasco 
104 – Julia Camile da Silva Santos São Paulo
105 – Julia Firmino Gabriel  Barueri 
106 – Julia Gomes Mauá 
107 – Juliana Daniela Barbosa São Paulo
108 – Juliana Martins Barbosa  Cotia
109 – Kairo Ilace Gonçalves Taboão da Serra
110 – Karina Leal de Souza São Paulo
111 – Karine Lopes dos Santos São Paulo
112 – Katheryn Firme de Souza  São Paulo
113 – Kathleen Cristina Furtado do Amaral  São Paulo
114 – Kauan Michael Soares Amancio São Paulo
115 – Kenya Cristina Santana Pereira  São Paulo
116 – Kerollyn Silva Alves  São Paulo
117 – Ketlen Leandra Carvalho São Paulo
118 – Lais Alexandra Urbano Xavier São Paulo
119 – Laiza Catarine Ferreira Diniz São Paulo
120 – Larissa Araujo Aniceto  São Paulo
121 – Larissa Bento da Silva São Paulo
122 – Larissa de Lima Gonçalves São Paulo
123 – Larissa Lima Ferreira São Paulo
124 – Larissa Vitória de Moura Jacinto  São Paulo
125 – Laryssa Lorrany Gonçalves de Oliveira Ferraz de Vasconcelos
126 – Laura Tatiana Alves Mendonça Prates São Paulo
127 – Laysa Stefani de Almeida Brito Diadema
128 – Lázaro Pereira Almeida  Ferraz de Vasconcelos
129 – Leandro Gomes de Oliveira  São Paulo
130 – Leticia Raquel Leme de Jesus São Paulo
131 – Leticia Santana Costa Taboão da Serra
132 – Livia Ferreira Estanislau São Paulo
133 – Luana Santana Moreira São Paulo
134 – Luana Silva Santos São Paulo
135 – Lucas Dantas dos Santos São Paulo
136 – Lucca Catherine Ferreira dos Santos São Paulo
137 – Luiz Benedito Ferreira de Oliveira Mogi das Cruzes
138 – Luiz Felipe Motta da Silva São Paulo
139 – Luiz Fernando Muniz Oliveira  São Paulo
140 – Luiz Leonardo Barbosa Junior Ribeirão Pires
141 – Luiz Vinicius Reis Silva São Paulo
142 – Luíza Firmino Gabriel Barueri
143 – Malcolm da Silva Barreto São Paulo
144 – Marcos Agostinho da Silva Filho Jandira
145 – Maria Eduarda da Silva Souza São Paulo
146 – Maria Taís Borges   São Paulo
147 – Mariana Soares Santos de Souza São Paulo
148 – Mateus Gomes dos Santos São Paulo
149 – Matheus Monteiro de Almeida Rodrigues dos Santos São Paulo
150 – Maura Maria de Araujo Ramos São Paulo
151 – Max Juan Oliveira Santos São Paulo
152 – Mayara Maria Malta São Paulo
153 – Mayza Silva Dias Carapicuíba
154 – Melissa de Jesus Calixto Costa São Paulo
155 – Micheli Karoline da Silva Santos  São Paulo
156 – Michelle Vitoria Ramos de Jesus São Paulo
157 – Murilo Alves de Oliveira São Paulo
158 – Namybia Ayara Oliveira Goes São Paulo
159 – Naomi Brito  São Paulo
160 – Naomi Rosa de Moraes Joaquim São Paulo
161 – Natália de Oliveira Costa São Paulo
162 – Natalia dos Anjos Oliveira  São Paulo
163 – Natalini santos de Jesus  São Paulo
164 – Natan Conceição da Silva Santos  São Paulo
165 – Natanael Teodoro dos Santos  São Paulo
166 – Nayara Silva de Oliveira Osasco 
167 – Nicholas Welington Crisologo Gonçalves São Paulo
168 – Nicoly Tomé de Freitas São Paulo
169 – Paulo dos Santos Sousa  São Paulo
170 – Paulo Vico Tavares de Oliveira Taboão da Serra
171 – Pedro Coriolano São Paulo
172 – Pedro Henrique Santos de Oliveira  São Paulo
173 – Pedro Lucas Sabino Marcello Mauá
174 – Pedro Pires Soares São Paulo
175 – Pietra Aparecida Ferreira de Oliveira  São Paulo
176 – Pietra Isabelle dos Reis  São Paulo
177 – Rafaela dos Santos  São Paulo
178 – Rafaela Gonsalez Campos São Paulo
179 – Raphaela dos Santos Moura  São Paulo
180 – Raquel Pinheiro de Carvalho São Paulo
181 – Rayane Jesus Santos Embu das Artes
182 – Rayanne Caetano da Silva São Paulo
183 – Rebeca Borges de Lima Silva São Paulo
184 – Rhasna Neves Ferreira  São Paulo
185 – Rubianne Yasmini de Paula Araujo São Paulo
186 – Samirat Silva Balogun Diadema
187 – Susana Joyce de Souza  São Paulo
188 – Tallita Soares de Andrade Diadema
189 – Taluma Gabriely Sousa Ferreira São Paulo
190 – Taynara Silva Santos São Paulo
191 – Thaina Pereira Souza São Paulo
192 – Thaís Lopes de Souza Embu das Artes
193 – Thais Santina Paulino Magalhaes  Santo André 
194 – Thais Sousa Silva São Paulo
195 – Thaís Vieira Costa São Paulo
196 – Thatyany Mayse Nunes de Jesus São Paulo
197 – Thauany Christina Gabriel Aniceto de Souza São Paulo
198 – Thiago Nery da Silva São Paulo
199 – Valdeir Elias Theodoro São Paulo
200 – Vanessa da Silva Souza  São Paulo
201 – Victor dos Passos Moreira Taboão da Serra
202 – Vinicios Gabriel Salatiel São Paulo
203 – Vinicius  Marques Carneiro Perus 
204 – Vinicius Ribeiro da Silva São Paulo
205 – Vinicius Rodrigues Muniz  São Paulo
206 – Vitória de Jesus Damasceno. Taboão da Serra 
207 – Vitoria Nunes Martins São Paulo
208 – Wellington Marcelino Piropo Jandira 
209 – Wendel Coelho de Aquino São Paulo
210 – Yakini Liberto Alves de Souza  São Paulo
211 – Yasmim Fernandes Marciano São Paulo

 

Chamada para artigos, lançada pelo Fundo Baobá, tem como foco ações de filantropia pós-pandemia

O Fundo Baobá para Equidade Racial lançou, no início de agosto, uma chamada para artigos inéditos que contribuam para aprimorar a ação de filantropia para equidade racial no Brasil pós-pandemia da Covid-19. A iniciativa integra o projeto “Consolidando Capacidades e Ampliando Fronteiras”, em parceria com a Fundação Ford, e tem como objetivo orientar as doações que serão realizadas pelo Fundo Baobá para fortalecer a atuação de organizações e lideranças negras e, ao mesmo tempo, direcionar a captação de recursos.

As inscrições prosseguem até o dia 12 de outubro, às 23h59, aqui no site. O edital é aberto à comunidade acadêmica. O/a autor/a principal precisa ser especialista, ter título de mestrado ou doutorado com produção acadêmica concernentes às áreas priorizadas pela instituição. Serão selecionados até 20 artigos, que receberão apoio de R$ 2,5 mil cada, e farão parte de uma publicação bilíngue a ser lançada em 2021 ano em que o Fundo Baobá completa uma década de atuação.

Rebecca Reichmann Tavares, Presidente & CEO da Brazil Foundation e membro do Conselho Deliberativo do Fundo Baobá, explica que iniciativas assim são importantes porque vão ajudar a entender os efeitos da pandemia e, assim, apoiar as comunidades nessa nova fase ou no novo normal, como está sendo designada a fase posterior à emergência sanitária da Covid-19.

Além das mortes, que não foram poucas, a pandemia imprimiu nova ordem econômica e social. “Temos visto famílias  devastadas, sofrendo com a perda de vidas, desemprego e fome”, disse.  “Empresas que suspenderam atividades,  crianças sem oportunidades educacionais, e a exclusão racial e a discriminação agravando os impactos nesses locais.”

Rebecca Reichmann Tavares é presidente & CEO da Brazil Foundation e membro do Conselho Deliberativo do Fundo Baobá

Ela explica que, diante desse quadro, quem atua na filantropia deve basear decisões em evidências. “Temos que entender que, além da estratificação socioeconômica, os negros, mesmo em níveis semelhantes de renda e educação com suas contrapartidas de pele mais clara, sofrem os piores efeitos da pandemia. Em parte, é porque cuidam dos outros, usam transporte público e mantêm a cadeia de produção”, afirma.

Como se não bastasse, a população negra, com mais frequência vive em espaços que estão superlotados e sem saneamento básico, o que não apenas fere a dignidade humana, mas prejudica sua segurança física em tempos de pandemia. “As evidências trazidas pelos artigos, as diferentes leituras sobre realidades, necessidades e possíveis soluções, aliadas à escuta ativa que temos realizado junto aos grupos, coletivos e organizações negras que apoiamos, serão cruciais para aprimorar nossa atuação no campo da filantropia por justiça social e também para iluminar o ecossistema filantrópico em geral. Queremos engajar outros atores, trazer mais gente para  apoiar com recursos, a causa da equidade racial para a população negra”, explica Fernanda Lopes, diretora de programa do Fundo Baobá para Equidade Racial.

Edital do Fundo Baobá selecionou 350 projetos em todo o Brasil para apoiar ações de combate à contaminação pelo coronavírus

Milhares de famílias foram beneficiadas direta e indiretamente pelo edital do Fundo Baobá para viabilizar ações preventivas de combate ao coronavírus nas comunidades vulneráveis. Durante os 12 dias em que permaneceu aberto, foram recebidas 1037 solicitações de apoio. Nas três listas divulgadas, o Baobá selecionou ao todo 350 projetos – sendo 215 de indivíduos e 135 de organizações. 

Das 135 organizações que receberam o apoio do Baobá, a mais antiga é de 1938, enquanto a mais nova foi fundada em 2020. Em relação ao perfil da coordenação, 74 organizações têm na sua composição mulheres como maioria, enquanto 49 possuem um equilíbrio entre homens e mulheres. Sobre a composição racial, 77 organizações apoiadas são de maioria negra, enquanto 37 têm um equilíbrio entre pessoas negras e não negras. A seleção levou em conta detalhes, pois todas as que se inscreveram são extremamente atuantes em suas regiões e desempenham papel importante no empoderamento das pessoas – sobretudo neste momento de pandemia.

Entre os 215 indivíduos selecionados, 195 são negros e 10 são indígenas. Entre eles, há 139 mulheres e 75 homens. O estado com mais apoiados selecionados foi o Rio de Janeiro, com 49 indivíduos, seguido por Bahia (39) e São Paulo (24).

Entre as iniciativas escolhidas havia da produção de sabão caseiro e entrega de kits básicos de higiene e álcool gel à confecção de máscaras para agentes de saúde, passando por apoio terapêutico e psicológico, além de orientação no cuidado de recém-nascidos, deixando-os menos expostos à doença. 

Projetos como o de produção e tradução em línguas indígenas e ações com haitianos, tendo como foco a educação em saúde, com prevenção de riscos, como preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS), também se destacaram. Moradores de rua, prostitutas, indígenas, quilombolas e projetos de regiões distantes de todo o país foram contemplados, pois o edital não se restringiu aos grandes centros.   

“Pandemias agravam desigualdades pré-existentes, como a dificuldade de acesso a insumos de prevenção, informações certas e serviços da saúde. Então, iniciativas que olhem para especificidades e ajudem a transformar essa realidade são essenciais”, explica Selma Moreira, diretora-executiva do Fundo Baobá.

As doações emergenciais foram de R$ 2,5 mil. Foram divulgadas três listas em um espaço de tempo de menos de 30 dias. De forma geral, os selecionados aguardaram em média 15 (quinze)  dias para o valor ser creditado nas contas correntes indicadas no ato da submissão ao edital. “Em função da urgência e da necessidade de apoio às comunidades, o Fundo Baobá viabilizou o repasse em tempo recorde”, afirma Selma.

Acompanhe o registro de algumas ações já executadas pelos indivíduos e organizações selecionados:

FUNDO BAOBÁ DIVULGA SEGUNDA LISTA DE PROJETOS SELECIONADOS PELO EDITAL DE APOIO EMERGENCIAL CONTRA O CORONAVÍRUS

O Fundo Baobá para Equidade Racial divulga hoje (30 de abril) a segunda lista de iniciativas de combate à infecção pelo coronavírus em comunidades vulneráveis que foram selecionados pelo edital de doações emergenciais.  São projetos de 70 indivíduos e 50 organizações que receberão repasses de R$ 2,5 mil em até cinco dias úteis.

Em apenas doze dias, o edital do Fundo Baobá recebeu 1037 solicitações de apoio a projetos de combate ao coronavírus em comunidades vulneráveis. Desse total, 387 são de organizações e 650 de indivíduos. Ao todo, foram selecionados 220 projetos – sendo 130 pessoas e 90 organizações. Lançado em 5 de abril, o edital (relembre aqui) visa apoiar um amplo espectro de populações em situação de risco.

O total de projetos recebidos até agora superou nossas expectativas. Para dar conta de avaliar e acompanhar os projetos selecionados, suspenderemos temporariamente este edital. Sua reabertura será comunicada por meio de nossas redes sociais.

Conheça a seguir os selecionados da segunda lista:


Nome da pessoa proponenteCidade/MunicípioEstadoOnde as ações serão realizadas – Cidade, Bairro, Comunidade/Território e UF
1 – Adaildo CaetanoTururuCEComunidade Rural de Remanescentes de Quilombolas Conceição dos Caetanos
2 – Ana Claudia dos Santos LimaSantarémPASantarém e Quilombo de Saracura
3 – Anna Paula de Albuquerque SalesItaguaíRJComunidade do Engenho e do Carvão 
4 – Antonia Aparecida RosaUberlândiaMGResidencial Pequis  
5 – Antônia Marta de SouzaSenador PompeuCEComunidades Rurais de Patu e Lima dos Marcelinos  
6 – Antonio Cláudio Martins GuterresGuimarãesMAQuilombo Cumum 
7 – Bartolina Ramalho CatananteCampo GrandeMSDiferentes bairros 
8 – Carlos Alberto Ferreira GuimarãesItaboraíRJAlcantara, Mutondo e Praça Zé Garoto (São Gonçalo)
9 – Cláudio Pascoal Macario de OliveiraNatalRNPajuçara
10 – Cris MedeirosPorto AlegreRSBairro Bom Jesus (Vila Pinto e Vila Nossa Senhora de Fátima), Bairro Morro Santana (Vila Laranjeiras, Vila Pedreira e Vila da Nova Chocolatão), Bairro Jardim Carvalho (Vila Ipê 2, Vila da Colina e Vila Joana D’Arc)
11 – Diego Fabio Santos de jesusDuque de CaxiasRJFavela da Magueirinha 
12 – Diene Carvalho SilvaRio de JaneiroRJComplexo do Chapadão
13 – Eliane Silva LimaSalvadorBABairro 2 de Julho, Comunidade da Preguiça.
14 – Elisângela Maranhão dos SantosOlindaPEPeixinho, Alto Sol Nascente, Salgadinho, Alto da Conquista, Rio Doce e Passarinho.
15 – Fabiana da SilvaDuque de CaxiasRJFavela Parque das Missões 
16 – Fatima Aparecida BarbosaVotuporangaSPRegião Periférica
17 – Francilene do Carmo CardosoSão LuísMABairros do Novo Angelim e Vila Embratel
18 – Francisca Luciene da SilvaNatalRNBairro Nossa Senhora da Apresentação, Loteamento Jardim Progresso
19 – Francisca Regilma de Santana SantosImperatrizMANa associação Mãos que cuidam (doação das mascaras e estes farão as entregas às familias de acordo com a demanda que já possuem); Na sede da Ascamari (onde a diretoria fará as entregas as catadoras e catadores); Na casa do MST (será o preparo da alimentação) e a distribuição no calçadão da cidade onde concentra maior numero de pessoas em situação de rua;
20 – Franklin Douglas FerreiraSão LuísMAVila Embratel, área Itaqui-Bacanga
21 – Genilda Maria da PenhaNiteróiRJFavelas da Coreia, Brasília, Vila Ipiranga, Santo Cristo, Coronel Leôncio e Otto
22 – Gerlan Pereira de MeloPeixoto de AzevedoMTBairro Mãe de Deus
23 – Gisele Alves dos SantosSobradinhoDFSobradinho I e II DF
24 – Gláucio Pereira de LimaJõao PessoaPBNas comunidades de João Pessoa
25 – Guilherme da Costa MacielDuque de CaxiasRJDuque de Caxias
26 – Maria Rosilene Silva SantanaFortalezaCEBarra do Ceara, Pirambu. Comunidade Campos Novos, Goiabeiras, Jardim Iracema e Planalto Pici
27 – Iane Gonzaga dos SantosSalvadorBAComunidade da Portelinha
28 – Jamile da Silva NovaesCachoeiraBABairro Cucuí de Caboclo
29 – Janete Lainha CoelhoIlhéusBAComunidade dos Indígenas Tupinambás, Olivença 
30 – Jardson Gregorio SilvaJaboatão dos GuararapesPEFavela Bola de Ouro
31 – Jenifer de Paula FerreiraSanto AndréSPRecreio da Borda do Campo e Grande Vila Luzita em Santo André
32 – Jessicalen conceição de oliveiraCampina GrandePBFavela do Pedregal
33 – Jirlania dos Santos AlmeidaÁgua FriaBAComunidade Remanescente Quilombola Curral de Fora, Territorio Portal do Sertão 
34 – José Paulo RibeiroNova LimaMGFavela do Moro do Papagoio, Zona Sul de Belo Horizonte e adjacênciaas
35 – Juliana Bueno de MoraesPorto AlegreRSComunidade da Serraria 
36 – Karina LopesVenâncio AiresRSMunicípio de Venâncio Aires
37 – Kelly Oliveira de JesusSalvadorBAPeriperi
38 – Kwame Yonatan Poli dos SantosSão PauloSPZona Sul, São Paulo -SP
39 – Laura Ferreira da SilvaNossa Senhora do LivramentoMTMutuca e outras comunidades quilombolas dos Municípios de Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Barra do Bugre, Chapada dos Guimarães, Cáceres, Porto Estrela, Várzea Grande, Santo Antônio, Vila Bela da Santíssima Trindade.
40 – Lia Maria Marcello da MottaDuque de CaxiasRJJardim Gramacho
41 – Livia Lopes CorreaCampo GrandeMSFavelas Cidade de Deus, José Teruel Filho, Só Por Deus, Homex, Samambaia e Morro do Mandela 
42 – Maria Aparecida de MatosArraiasTOAlgumas Comunidade Quilombolas do Tocantins
43 – Maria Carmencita Pinto AlmeidaManausAM Comunidade dos Buritis
44 – Maria Clareth Gonçalves ReisCampos dos GoytacazesRJComunidade Donana 
45 – Maria das Graças Barbosa MouraMacaíbaRNComunidade de Quilombola de Capoeiras
46 – Maria Eduarda Correia de SantanaDuque de CaxiasRJNas favelas de Duque de Caxias
47 – Maria Rosilda Pereira de Azevedo MoreiraRio de JaneiroRJComunidade de Praia da Rosa, Ilha do Governador
48 – Maricéia Meirelles GuedesPorto SeguroBAComunidade Indígena Pataxó Aldeia Velha 
49 – Monique Barbosa da SilvaLaranjal do JariAPAgreste
50 – Nádia Batista da SilvaIlhéusBA Aldeia Tukum – Território Indígena Tupinambá de Olivença
51 – Natan Carlos Raposo DuarteSalvadorBABairro Baixa do Fiscal
52 – Natercia Wellen Ramos NaveganteManausAMManaus, Centro Histórico, Nossa Senhora dos Remédios/ Amazonas
53 – Patricia Borges da SilvaSão PauloSPRegião Central de São Paulo
54 – Patricia lopes de limaSão João de MeritiRJPontos de atuação das profissionais do sexo e locais onde se abrigam pessoas em situação de rua
55 – Prof. Roberto Carlos de OliveiraGovernador ValadaresMGTerra Indígena Maxakali: municípios de Bertópolis e Santa Helena de Minas
56 – Rafael Cícero de OliveiraItapecerica da SerraSPJd Jacira (Paróquia Santíssima Trindade)
 Jd. Ângela
Jd Sonia Regina –
Jd Vera Cruz /CEU Vila do Sol
Vila Gilda/Cidade Ipava
Jardim Ângela – São Paulo
57 – Rafaela Sousa do Nascimento AffonsoMagéRJBairro Maria Conga
58 – Raiana Venâncio de SouzaSobralCEBairros Terrenos Novos, Vila União e Residencial Nova Caiçara 
59 – Raimundo Muniz CarvalhoSanta RitaMAComunidades quilombolas Nossa Senhora da Conceição, Recurso e Fogoso
60 – Roberto de Jesus dos SantosSalvadorBABairros: Pituaçu/Boca do Rio nas comunidades do Baite Facho, Alto do São João, Jardim Imperial, Recanto dos Coqueiros e Barreiro 
61 – Romário Bezerra DionísioBoa VistaRRComunidades  indígenas da Região Murupu :Morcego, Serra da moça, Truaru da cabeceira , Truaru da serra e anzol  e  da Região Tabaio: Barata , Boqueirão , Sucuba, Raimundão um e dois , Mangueira,  Pium.
62 – Rosana do Socorro Pimentel de FreitasRio de JaneiroRJComunidade do Itacolomi- Vila Juaniza
63 – Samilly Valadares SoaresAnanindeuaPAComunidade Remanescente de Quilombo Oxalá de Jacunday localizada no Território Quilombola de Jambuaçu, Zona Rural, Moju
64 – Senhorinha Joana Alves da SilvaRecifePEPeixinhos (Olinda) e Brasília Teimosa (Recife).
65 – Sheila Castro QueirozBelo HorizonteMGBairro Paulo VI, e Ribeiro de Abreu
66 – Tânia Marisa da Silva VitolaPorto AlegreRSSanta Tereza
67 – Valeria Gercina das Neves CarvalhoCratoCESetor Boa Vista (Zona Rural) e  Comunidade de Refugiados Venezuelanos (Zona Urbana)
68 – Wendell Marcelino de limaSão FranciscoMGComunidade Quilombolas Buriti do Meio, Porto Velho.
69 – William Alexandre Toledo PintoRio de JaneiroRJTerritório do Cocobongo, Praça Vila Rangel – Irajá
70 – Yashodhan Abya YalaCachoeiraBAÁrea central

Nome da Organização ProponenteCidade/MunicípioEstadoOnde as ações serão realizadas – Cidade, Bairro, Comunidade/Território e UF
1 – Ass. de Agricultores Familiares Remanescente de Quilombo da Lagoa de Melquíedes e AmâncioVitória da ConquistaBAQuilombo da Lagoa de Melquiades e Amancio, Distrito de Veredinha
2 – Assoc dos Amigos dos Portadores do Doencas Graves e Crianças em Vulnerabilidade Social–Casa da VidaRio de JaneiroRJBenfica, Manguinhos, Mandela
3 – Associação Agentes da Cidadania – Mulheres da LuzSão PauloSPBom Retiro
4 – Associação Artístico-Cultural OdeartSalvadorBAEstrada das Barreiras, Engomadeira, Beiru, Arenoso
5 – Associação Beneficente, Cultural e Religiosa do Terreiro de LembáCamaçariBAParque Real Serra Verde , Terreiro de Lembá, Região Metropolitana, Bahia , Brasil.
6 – Associação das Mulheres PintadensesPintadasBABacia do Jacuipe
7 – Associação de Afro Envolvimento Casa PretaBelémPASão João do Outeiro, Ilha de Caratateua
8 – Associação de Apoio Social de CamaçariCamaçariBAComunidade do Bairro Jaragua (Lama Preta)
9 – Associação dos Moradores do Parque dos Coqueiros I e IIFeira de SantanaBAAsa Branca, Residencial Parque dos Coqueiros I e II, Bahia
10 – Associação dos Produtores Rurais de Picada-Aspi Ouriçangas BA Territorio Quilombolas
11 – Associação dos Remanescentes de Quilombo Vila GuaxinimCruz das AlmasBAComunidade Quilombola Vila Guaxinim
12 – Associação Educadores Populares do CearáTabuleiro do NorteCEComunidades Rurais (que serão acessadas de forma remota).
13 – Associação em Prol da Cidadania e dos Direitos Sexuais – Estrela GuiaFlorianópolisSCVila do Arvoredo; Ingleses; Comunidade do Siri; Vila União; Centro
14 – Associação Engenheiros sem Fronteiras Brasil (ESF-BRASIL)ViçosaMG
15 – Associação Espirita Lar Maria de LourdesCampo VerdeMTBairro Jupiara e arredores, cidade de Campo Verde – MT
16 – Associação Luz da FraternidadeBelémPACabanagem
17 – Associação Quilombola de Conceição das CrioulasSalgueiroPEQuilombo de Conceição das Crioulas
18 – Associação Rural Comunitária Quilombola de Gavião e AdjacênciasAntônio CardosoBAComunidade Quilombola de Gavião
19 – Associação SEDUP Serviço de Educação PopularGuarabiraPBBairros: Mutirão, Rosário, Nordeste e Nossa Senhora Aparecida.
20 – Associação União Quilombola Araça CariacaBom Jesus da LapaBAQuilombo Cariaca
21 – Casa Azul Felipe Augusto Samambaia SulDFSamambaia Expansão
22 – Centro Cultural Lá da FavelinhaBelo HorizonteMGAglomerado da Serra. Bairro Novo São Lucas.
23 – Centro de Convivência é de LeiSão PauloSPBairro: Campos Elíseos, Território – Cracolandia
24 – Centro de Defesa dos Direitos Humanos Antonio ConselheiroSenador PompeuCESenador Pompeu
25 – Centro Projeto Axé de Defesa e Proteção à Criança e ao AdolescenteSalvadorBACentro Histório e da Cidade Baixa; Bonfim, Ribeira, Boa Viagem, Calçada, Caminho de Areia, Lobato, Mangueira, Mares, Massaranduba, Roma, Santa Luzia, Uruguai, Vila Ruy Barbosa/Jardim Cruzeiro, Cabula, Beiru/Tancredo Neves, Sussuarana, Saramandaia, São Gonçalo, Pernambués, Mata Escura, Narandiba, Doron, Arenoso, Calabetão.
26 – Colônia de Pescadores Z-25 JaboatãoJaboatão dos GuararapesPEPiedade
27 – Comunidade Kolping Serra do EvaristoBaturitéCEComunidade Quilombola Serra do Evaristo
28 – Confrem BrasilSão Pedro da AldeiaRJReservas Extrativistas, APAS e territórios no estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
29 – Cooperativa Múltipla Fontes de EngomadeiraSalvadorBAEngomadeira
30 – Elas Existem Mulheres EncarceradasRio de JaneiroRJDegase (Ilha do Governador) e diversos pontos da cidade onde residem as famílias
31 – Essor BrasilJoão PessoaPBBairro do Pedregal
32 – GOLD – Grupo Orgulho Liberdade e DignidadeVitóriaESSerra e a Cariacica
33 – Grupo Airmativo de Mulheres Iindependentes do RN – GAMINatalRNRedinha
34 – Grupo Conexão G de Cidadania LGBT de FavelasRio de JaneiroRJComplexo de Favelas da Maré
35 – Grupo de Apoio às Comunidades CarentesFortalezaCEConjunto João Paulo II/Barroso, Conjunto Jardim União/Passaré, Antônio Bezerra.
36 – Imagem da VidaSão PauloSPTerritorio virtual (whatsapp) dirigio à população Guarani e Kaiowa do Mato Grosso do Sul
37 – Instituto BezalelRio de JaneiroRJComunidades do Vilar Carioca e Casinhas 1 e 2
38 – Instituto CTE CapoeiragemSalvadorBAEm Salvador: Pituaçu, Boca do Rio, Nazaré e em algumas outras comunidades que moram os mestres antigos. Em Camaçar: PHOC III
39 – Instituto de Desenvolvimento Afro Norte Noroeste Fluminense – IDANNFCampos dos GoytacazesRJComunidade Quilombola de Aleluia, Batatal e Cambucá – Na associação de ABC- Município Campos dos Goytacazes , Estrada Principal s/n, Fazenda Novo Horizonte . Território
40 – Instituto Nova Amazonia- INÃBragançaPAAlto Paraíso.
41 – Instituto RaízesVitóriaESMorros da Piedade, Fonte Grande, Capixaba e Moscoso
42 – Instituto ViverdeItabunaBAJardim Grapiúna e Jaçanã
43 – Instituto Espírita Allan Kardec e Lar Ceci Costa – IEAKLCCOlindaPESalgadinho
44 – Irmandade Nossa Senhora do Rosário da Comunidade Quilombola dos Arturos de ContagemContagemMGComunidade Quilombola dos Arturos
45 – Movimento de Inclusão Social Novo HorizonteRio de JaneiroRJFavelas do Morro do Borel e Formiga.
46 – Organização do Povo Indígena Parintintin do AmazonasHumaitaAMAldeias Traíra e Pupunha – TI Nove de Janeiro e Aldeia Canavial – TI Ipixuna
47 – Projeto Resgate Coração SolidárioRio de Janeiro/ Rio de JaneiroRJJacarepaguá, Campo Grande, Centro da Cidade, Baixada Fluminense, Sul Fluminense, Niterói, Cidade de Deus, Covanca, Rio das Pedras, Comunidade Santa Margarida
48 – Rede de Apoio Humanitário das e nas PeriferiasSão PauloSPJova Rural, Filhos da Terra, Jardim Hebrom, Vila Nova Galvão e Jardim Felicidade
49 – Sociedade Recreativa e Cultural Afoxé Filhas de GandhySalvadorBACentro Histórico
50 – Tecendo CidadaniaPalmaresPECidade de Palmares

CONHEÇA A PRIMEIRA LISTA DE PROJETOS SELECIONADOS PELO EDITAL DE APOIO EMERGENCIAL CONTRA O CORONAVÍRUS

O Fundo Baobá para Equidade Racial recebeu mais de 600 solicitações de apoio a projetos de combate ao coronavírus em comunidades vulneráveis entre os dias 5 e 12 de abril de 2020. 

Neste período foram 228 requerimentos apresentados por organizações e 376 apresentados por indivíduos. 

Destes, foram selecionadas 60 propostas individuais e 40 de organizações , totalizando 100 iniciativas que receberão repasses de até R$ 2,5 mil. Os valores serão creditados em até cinco dias úteis contando a partir de hoje (17 de abril de 2020).   

Entre 13 e 16 de abril recebemos outras 234 propostas de indivíduos e 131 de organizações, que serão avaliadas ao longo da próxima semana.  Os novos selecionados devem ser anunciados no dia 30 de abril de 2020.

O total de projetos recebidos até agora superou nossas expectativas. Para dar conta de avaliar e acompanhar os projetos selecionados, suspenderemos temporariamente este edital. Sua reabertura será comunicada por meio de nossas redes sociais.

Confira as Iniciativas Selecionadas

Nome da Organização Proponente Cidade/Município Estado Onde as ações serão realizadas (cidade, bairro, comunidade / território)
1 – Aqcomaq- Associação Quilombola Comunitária De Lagoa Grande Feira De Santana Bahia Comunidade Quilombola De Lagoa Grande
2 – Arena Cultural Idalina Souza   Duque De Caxias Rio de Janeiro Bairro Figueira e Adjacências, Duque De Caxias
3 – As Caboclas Rio De Janeiro Rio de Janeiro Ocupação Bosque Dos Caboclos, Campo Grande, Zona Oeste, Rio De Janeiro
4 – Associação Afro Brasileira Quilombo Erê – Atabaque Jacobina Bahia Jacobina, Bairro Quilombola Bananeira
5 – Associação Amigos De Nossa Senhora Da Conceição Paulista Pernambuco Paulista, Loteamento Conceição, Comunidade Dos 3 Postes e Baixada Do Mangue
6 – Associação Beneficente São Martinho Rio De Janeiro Rio de Janeiro Rio de Janeiro – Centro
7 – Associação Centro Social Estrela Dalva Ananindeua Pará Loteamento Cristo Redentor, Alameda São Paulo, N° 12 – Maguari
8 – Associação Cultural Maracrioula São Luís Maranhão São Luís, Bairro Liberdade
9 – Associação Da Cultura Hip Hop De Esteio Esteio Rio Grande Do Sul Cidade Esteio, Bairros São José, Primavera, Hípica, Vila Pedreira, São Sebastião
10 – Associação Das Comunidades Remanescentes De Quilombos Do Município De Oriximiná Oriximiná Pará Município De Oriximiná – Pará 1- Comunidades:  Cachoeira Porteira,  Abuí, Paraná Do Abuí, Santo Antônio Do Abuizinho, Tapagem, Sagrado Coração De Jesus, Mãe-Cué, Curuçá, Juquirizinho, Jamari, Juquiri Grande, Palhal, Nova Esperança, Último Quilombo, Moura, Boa Vista Trombetas, Mussurá, Bacabal, Aracuan De Cima, Aracuan Do Meio, Aracuan De Baixo, Serrinha, Terra Preta Ii, Jarauacá, Poço Fundo, Acapú, Varre Vento, Santa Rita, Boa Vista Cuminã, Água Fria, Ariramba, Jauari, Araçá, Espírito Santo, São Joaquim, Pancada
11 – Associação De Apoio As Meninas E Meninos Da Região Sé (Aacriança) São Paulo São Paulo Região central da cidade
12 – Associação De Moradores Do Alto Do Cabrito E Adjacência – Amaca Salvador Bahia Alto Do Cabrito, Subúrbio Ferroviário de Salvador
13 – Associação De Produtores Remanescentes Quilombolas De Volta Miúda – Caravelas/Ba Caravelas Bahia Município De Caravelas, Comunidade Quilombola de Volta Miúda
14 – Associação Dos Moradores E Produtores Ruais Da Comunidade Quilombola Santa Rita De Barreira São Miguel Do Guamá Pará Território Quilombola Santa Rita De Barreira, Zona Rural, Município De São Miguel Do Guamá
15 – Associação Dos Remanescentes De Quilombo De São Braz Santo Amaro Bahia Santo Amaro, São Braz, Comunidade Remanescente De Quilombo De São Braz/Território Quilombola
16 – Associação Dos Remanescentes Do Quilombo Dos Caetanos Em Capuan Caucaia CE Caucaia Ceará Caucaia, Capuan, Comunidade Quilombola Dos Caetanos, Território Jose De Alencar Metropolitano
17 – Associação Filantrópica Arte Salva Vidas Rio De Janeiro Rio de Janeiro Complexo Do Caju – Rio de Janeiro
18 – Associação Indígena Pariri Itaituba Pará Reserva Indígena Praia Do Índio e Reserva Indígena Praia Do Mangue, Itaituba
19 – Associação Médicos Do Mundo Sao Paulo São Paulo Região da Praça da Sé – São Paulo
20 – Associação Phábrika De Arthes Rio De Janeiro Rio Janeiro Fazenda Botafogo – Sub Bairro de Coelho Neto – Rio de Janeiro
21 – Associação Soenama Do Povo Indígena Paíter Suruí   Cacoal Rondônia  Aldeia Iratana
22 – AST-Agência Social De Talentos Rio De Janeiro Rio De Janeiro Em Bonsucesso, ao lado dos Complexos Do Alemão, Da Maré, De Manguinhos
23 – Centro De Ensino Superior De Agudos Agudos São Paulo Centro Oeste Paulista -Município de Agudos e Região (Lençóis Paulista, Bauru, Pederneiras, Piratininga, Macatuba, São Manoel)
24 – Centro De Orientação E Desenvolvimento De Luta Pela Vida João Pessoa Paraíba João Pessoa – área central, no entorno dos Mercados Públicos, Marquises Comerciais, Praças, Viadutos e Construções Abandonadas.
25 – Comissão Pastoral Da Terra Rio Branco Acre Seringal da Bacia Hidrográfica do Riozinho do Rola
26 – Comunema – Coletivo De Mulheres Negras “Maria-Maria” Altamira Pará Reassentamentos Urbanos Coletivos, Território Periférico Urbano E Rural
27 – Conselho Indígena De Roraima – CIR Boa Vista Roraima Comunidade Indígena Canauanim, Terra Indígena Canauanim, Município De Cantá
28 – Educap- Espaço Democrático De União,Convivência,Aprendizagem E Prevenção Rio De Janeiro Rio De Janeiro Compelxo do Alemão, Matinha/Canitar
29 – Fundação Dom José Brandão De Castro Poço Redondo Sergipe Poço Redondo, Sergipe
30 – Grupo Anjos Da Tia Stellinha Rio de Janeiro Rio de Janeiro Comunidade Dos Macacos, Vila Isabel, Rio De Janeiro
31 – Grupo Brasileiro De Promoção Da Cidadania Picos Piauí Picos – Piauí
32 – Grupo Mulher Maravilha Recife Pernambuco Bairro de Nova Descoberta
33 – Ile Axe Omorode Loni Oluaye Santo Amaro Da Purificação Bahia Santo Amaro Da Purificação – Bairros Do Pilar, Ilha Do Dendê, Derba, Sinimbú E Acupe. Assim Como Para Pessoas De Comunidades De Terreiro
34 – Instituto Anjos Da Noite Camocim Ceará Camocim Ceará
35 – Instituto Futsal Sem Drogas Várzea Grande Mato Grosso Cohab Cristo Rei – Parque Do Lago – Jaime Campos – Bairro Da Manga
36 – Instituto Inovação Sustentável São Paulo São Paulo São Paulo / Brasilândia / Zona Norte
37 – Ocip Ylê Axé De Iansã Araras São Paulo Assentamento Rural Araras 3
38 – Profec – Centro Ecumênico De Formação E Educação Comunitária Duque De Caxias Rio de Janeiro Bairros  Jardim Primavera, Campos Elíseos e Saracuruna
39 – Projeto Recriando Raízes Rio De Janeiro Rio de Janeiro Costa Barro –  Comunidades do Quitanda, Pedreira, Largatixa, Final Feliz, Chapadão e Terra Nostra
40 – Fundação Dom José Brandão de Castro  Poço Redondo, Sergipe  Poço Redondo Sergipe Poço Redondo, Sergipe
Nome da Pessoa Proponente Cidade/Município Estado Onde as ações serão realizadas (cidade, bairro, comunidade / território)
1 – Adinil Batista De Souza Cachoeira Bahia Comunidades Quilombolas do Município de Cachoeira
2 – Altamira Simões  – Santos De Sousa Salvador Bahia Salvador (Liberdade,  Pero Vaz,  Alto Do Cabrito,  Boiadeiro- Plataforma), Camaçari ( Barra De Pojuca)
3 – Ana Biatriz Santos De Souza Camaragibe Pernambuco Camaragibe- Timbi (Lixão, Enbolatanga e Maconhão), Bairro Novo (Rosa Selvagem, Aldeia De Baixo, Rachão)
4 – Ana Bispo Martins Dianópolis Tocantins Comunidade Quilombola de Lajeado, Zona Rural de Dianópolis
5 – Ana Cleide Ferreira Do Nascimento Teresina Piauí Comunidade Vila Nossa Sra. da Guia, Comunidade São Raimundo e Moradores de Rua do Grande Itararé
6 – Ana Paula Souza Da Silva Salvador Bahia Salvador
7 – Andreia Quintão Vasconcelos Duque De Caxias Rio De Janeiro Duque De Caxias – 1º Distrito
8 – Antonio Elisio Celestino Da Silva Fortaleza Ceará Grande Pirambu (Cristo Redentor e Barra Do Ceará)
9 – Christian Basilio Oliveira Duque De Caxias Rio De Janeiro Terceiro Distrito de Duque de Caxias – Imbariê
10 – Cleide Jane Figueiró De Araujo Duque De Caxias Rio de Janeiro  Vila Amélia / Duque de Caxias
11 – David Jefferson Tavares De Oliveira Jaboatão Dos Guararapes Pernambuco Jaboatão Dos Guararapes, Conjunto Muribeca, Muribeca e Adjacências
12 – Dayana Gusmao Da Silva Rio De Janeiro Rio de Janeiro Nova Holanda e Morro Do Timbau – Maré 
13 – Demison Ferreira Cardoso Ouriçangas Bahia Ouriçangas/Bahia
14 – Diácono Claudio Viana Gonçalves Itapipoca Ceará Bairros São Francisco, Cacimbas e Alto Alegre
15 – Edilene Americo Silva Brasília Distrito Federal Brasília, Samambaia e Estrutural
16 – Fabiana Da Silva Ferrinha Rio De Janeiro Rio de Janeiro Bonsucesso
17 – Fábio Da Mata De Sousa Belo Horizonte Minas Gerais  Belo Horizonte (Região Central da Capital, Região Hospitalar, Bairro Santa Efigênia, Regiões Periféricas do Bairro Venda Nova)
18 – Fabíola Maria De Oliveira Da Silva Rio De Janeiro Rio de Janeiro  Taquara; Bateau Mouche Praça Seca Jpa Cantagalo (Ipanema); Morro dos Macacos (Vila Isabel); Brisa no Recreio dos Bandeirantes; Localidades na Baixada Fluminense nas Cidades de Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados e Belford Roxo.
19 – Fabrício Cabral Do Nascimento Feira De Santana Bahia Feira De Santana – Feira 10
20 – Fernanda Rodrigues Dos Santos Santa Maria Da Boa Vista Pernambuco  Comunidade Quilombola de Cupira, Município de Santa Maria da Boa Vista
21 – Flávio Gomes De Pontes João Pessoa Paraíba Comunidade São Rafael
22 – Flavio Santos Machado Salvador Bahia Itapuã, Alto Do Coqueirinho
23 – Francisco Ricardo Calixto De Souza Fortaleza Ceará Fortaleza, bairro – São Joao Do Tauape, Comunidades Lagamar e Maravilha
24 – Glenda Yamali Farias Alves São Paulo São Paulo Guarulhos, Vila Itapegica (Comunidades Portelinha E São Rafael)
25 – Jailes Pimentel Dos Reis Manaus Amazonas Zonas Leste, Norte e Periferia De Manaus
26 – Jéferson Da Silva Pereira Orocó Pernambuco Território Quilombola Águas Do Velho Chico, Zona Rural
27 – Jéssica Silva José Rio Das Ostras Rio de Janeiro Rio das Ostras, Cantagalo – Comunidade Andorinhas e Presidente Lula
28 – Joice Jane Teixeira São Paulo São Paulo Comunidade do Heliópolis
29 – Joyce Cristina Cursino De Abreu Belém Pará Bairro do Jurunas
30 – Juliana Alves Alexandre Niterói Rio de Janeiro Niterói, Vital Brazil (Morro Do Vital Brazil), Santa Rosa (Morro Do Souza Soares), Santa Rosa (Favela Do Viradouro) Atalaia (Morro Do Atalaia)
31 – Letícia Freitas Firmino Da Hora São Gonçalo Rio de Janeiro São Gonçalo,  Sacramento,  Parada São Jorge
32 – Lindinalva De Paula Pinto Salvador Bahia Santa Lúzia – Subúrbio, Mussurunga, Paripe Subúrbio, Cassaje, Boca Da Mata – Cidade Salvador
33 – Lorenço Ribeiro Filho Belém Pará Comunidade Quilombola De Itacoã, Municipio do Acará
34 – Luciéte Duarte Araujo Antônio Cardoso Bahia Comunidade Rural Remanescente de Quilombos Subaé
35 – Marcelle Decothé Da Silva Rio De Janeiro Rio de Janeiro Parada De Lucas/ Rio De Janeiro
36 – Marcelo Barros Meneses Fortaleza Ceará Centro da cidade de Fortaleza
37 – Marcos Antonio Francisco Mariano Rio De Janeiro Rio de Janeiro  Costa Barros – Comunidade do Fim do Mundo
38 – Maria Patricia Santana Oliveira Adustina Bahia Comunidade do Assentamento Caimã Ponta da Serra
39 – Mayara Micaela Alves Gomes Niterói Rio de Janeiro Comunidades e Ruas De Niterói
40 – Nelson Nunes Dos Santos Vitória Da Conquista Bahia Comunidades Quilombolas do Território de Vitória da Conquista
41 – Neusa De Jesus Rio Grande Da Serra São Paulo Bairros Periféricos
42 – Nilcimar Maria Silvestre Dos Santos Duque De Caxias Rio de Janeiro Duque De Caxias e demais Municípios da Baixada Fluminense
43 – Nzinga Cavalcante De Lima Dias Tracunhaém Pernambuco Comunidade: Complexo Prado – Assentamento Chico Mendes I E Ii, Belo Oriente – Cidade: Tracunhaém – Território: Zona Da Mata Norte De Pernambuco
44 – Ozeias De Almeida Santos Antonio Cardoso Bahia Comunidade Quilombola De Paus Altos
45 – Rafael Marques Geraldo São Paulo São Paulo Rio Pequeno, Comunidade São Remo / Butantã
46 – Rita De Cássia  Pantoja Cravo Belém Pará  Bairro Da Brasília – Outeiro, Ilha De Caratateua
47 – Rodrigo Menezes Coelho Salvador Bahia Nordeste de Amaralina/ Santa Cruz / Vale Das Pedrinhas
48 – Rodrigo Monteiro Dos Santos Nova Iguaçu Rio de Janeiro Bairro Corumbá
49 – Rosana Vieira De J. Oliveira Cruz Das Almas Bahia Loteamentos Miradouro E Bela Vista
50 – Rosenilda Pereira Da Silva Ivinhema Mato Grosso Do Sul Ivinhema
51 – Sabrina Prado Alves Osasco São Paulo Osasco (Jardim Conceição) e Mairiporã (Terra Preta)
52 – Saney Luzia De Souza Rio De Janeiro Rio de Janeiro Ocupação Bosque Dos Caboclos – Estrada Dos Caboclos, Campo Grande
53 – Silvana Do Amaral Veríssimo Piracicaba São Paulo  Bairros Pauliceia e  Vila Sônia
54 – Sintia Almeida Silva Ribeiro São Paulo São Paulo Jardim Apura, Pedreira, Dorotéia e Eldorado
55 – Tasciano Santos Silva Solari Salvador Bahia Salvador, Massaranduba, Comunidade Dos Alagados (Conder)
56 – Teodora De Souza Dourados Mato Grosso do Sul Aldeia Jaguapiru, Dourados
57 – Thais Zimbwe Rio De Janeiro Rio de Janeiro Pilares – Vila Da Penha – Belford Roxo – Seropédica
58 – Ubiraci Carlucio Dos Santos Salvador Bahia Bairro Federação – Comunidade Do Auto Da Bola
59 – Vívian Kristinny Campos Silveira Dias Gonçalves   Rio De Janeiro         Rio de Janeiro         Morro Do Borel, Comunidade Da Indiana        
60 – Zoraide Francisca Gomes (Cris dos Prazeres) Rio de Janeiro   Rio de Janeiro Morro dos Prazeres


Perguntas Mais Frequentes

DOAÇÕES EMERGENCIAIS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19

1 – Como faço para me inscrever?
Basta preencher um dos dois formulários que se encontram no site do Fundo Baobá: para organizações e para indivíduos.

2 – Somos um coletivo, ou seja,  não temos documentos – devemos nos inscrever como organização ou como pessoa física?
Você deve fazer a inscrição como pessoa física usando este formulário aqui.

3 – Eu não tenho site – como fazer?
Site, Facebook, Instagram e demais informações que não estiverem assinaladas com asterisco (*) não são obrigatórias. Você pode enviar o formulário sem elas.

4 – Atuamos há menos de dois anos e vocês pedem exemplos de atuação nos últimos dois anos. Isso nos prejudicará na seleção?
Não fará diferença desde que sua organização, nestes dois anos de atuação, tenha realizado ações em defesa dos direitos humano e enfrentamento ao racismo e se, prioritariamente, tiverem atuado com comunidades periféricas, população em situação de rua e em áreas remotas, como comunidades quilombolas, ribeirinhas e outras comunidades tradicionais, nas florestas e ilhas.

5 – Nós acabamos de nos organizar por causa do coronavírus e não temos exemplos de atuação. Isso nos prejudicará?
Se entre vocês houver  lideranças que já tenham experiência em ações comunitárias em defesa dos direitos humanos e luta contra o racismo ou educação e promoção à saúde,  estas pessoas poderão se inscrever no edital de pessoa física, que se encontra aqui.

6 – Tenho medo de me comprometer com resultados esperados porque tudo é muito incerto.  Serei cobrado deles?
O ideal é que você proponha ações cujos resultados são mais viáveis de serem alcançados. 

7 – O que acontece se não conseguirmos cumprir o prazo de 45 dias para envio do relatório, uma vez que estaremos envolvidos com a execução das ações?
O relatório será algo simples. Não prestar contas pode lhes impedir de acessar outras doações feitas pelo Fundo Baobá. 

8 – Não consigo fazer o upload dos meus documentos. Como devo fazer?
O formulário só permite anexar um arquivo, ou seja, é necessário salvar tudo num único arquivo e este não pode ter mais que 16 MB.

9 –  Eu pedi recursos para outras fontes mas ainda não recebi e não sei se fui selecionado para receber.  Devo declarar esse pedido? 
É importante para o Fundo Baobá entender os movimentos que estão sendo feitos em busca de apoio. Se puder dizer para quem pediu e quanto pediu, será muito interessante. Se ainda não está certo, basta colocar esta observação. 

10 – Estou recebendo doações na forma de alimentos e produtos de limpeza – devo declarar como recurso recebido?
Sim. 

11 – Eu / minha organização já recebo/recebemos apoio do Fundo Baobá. Somos elegíveis para este edital?
Não são elegíveis apenas as pessoas e organizações que estão com apoio do Fundo Baobá neste momento.

12 – O edital fala que  serão priorizadas ações a serem realizadas em localidades com maior número de casos confirmados do novo coronavírus mas existe subnotificação porque faltam testes. Minha comunidade não tem nenhum caso confirmado, mas sabemos de muitas pessoas doentes. Isso prejudicará a avaliação do meu pedido?
Não prejudica mas é importante que, neste caso, você destaque a situação de saúde das pessoas de sua comunidade  ou aquilo que as está movendo para garantir que menos casos existam. As ações de prevenção são muito importantes para o Fundo Baobá. Não queremos mais pessoas infectadas. 

13 – Vocês dizem que procurarão os selecionados. E os que não forem selecionados? Como fico sabendo que meu pedido não foi aceito?
Neste momento de emergência, não conseguiremos entrar em contato com todos. Vamos procurar apenas aqueles que forem selecionados.  Uma vez por semana publicaremos a lista de quem foi selecionado em nosso site, avisando sobre a publicação em nossas redes sociais.  Basta nos seguir: 

Instagram: @FundoBaoba
Facebook:​ ​https://m.facebook.com/fundobaoba 
Twitter:​ @fundobaoba

14. Posso inscrever mais de um projeto?
Um mesmo interessado não poderá ser contemplado com mais de uma doação emergencial por ano.

15. A entidade precisa estar regular?  
Sim, idealmente. 

16. A conta de depósito precisa estar zerada? 
No caso do apoio emergencial, não. 

17. O depósito pode ser feito na conta do responsável legal? 
Se a inscrição for feita em nome da instituição, a conta precisa ser da pessoa jurídica.  

18. No caso de pessoa física, o comprovante de residência precisa estar no nome da pessoa ou pode ser em nome de outro morador da residência? 
Não precisa ser em nome do proponente.  

19. Existe alguma restrição ao emprego do recurso? Pode ser investido em imobilizado?
O ideal é que não, mas depende da relevância dessa aquisição para a ação de prevenção ao coronavírus.

20. A proposta inicial pode sofrer alteração durante a execução, desde que seja mantido o valor original, ou terei problema com a prestação de contas? 
Pode ser ajustada, mas o ideal é não se afastar muito da idéia original. 

21. No caso de utilizar o recurso para fornecer uma bolsa para cada família ou jovem, a comprovação poderá ser feita através de recibo?  
Sim. 

22. Se a comunidade não for regular, a pessoa responsável pode receber e executar pela comunidade? 
Sim. 

23. A bolsa auxílio do governo é considerada uma doação emergencial para as pessoas físicas?
Não. 

24. Nao tenho conta corrente, só conta poupança: posso usar essa via se me inscrever no edital individual e for selecionado?
Sim.

25. Pode ter mais de um proponente da mesma comunidade?
Sim.

26. Não consigo juntar todos os documentos em um único PDF, como o formulário. Como faço?
Você pode fotografar os documentos e transformar as fotos em PDF, juntando tudo em um único documento, com alguns aplicativos como o CamScanner, disponível para Android e iOS. Neste link você encontra um tutorial no YouTube e neste link tem uma matéria sobre o app.

EDITAL PARA APOIAR PESSOAS E COMUNIDADES NO COMBATE AO CORONAVÍRUS

A pandemia do coronavírus ameaça principalmente os negros.  Dados demográficos do Brasil comprovam que a maioria das pessoas mais expostas e com maior risco de contaminação é negra. Índices de doenças que favorecem uma evolução mais grave da COVID-19, como hipertensão e diabetes, são mais elevados entre os negros. Nem mesmo a informação chega da mesma forma igual à população negra. Juntos, estes fatores colocam os negros entre os que estão em maior risco de contaminação pelo coronavírus.

É por isso que o Fundo Baobá para Equidade Racial – primeiro e único fundo filantrópico que mobiliza pessoas e recursos, no Brasil e no exterior, para o apoio exclusivo a projetos e ações de promoção da equidade racial para a população negra no Brasil – lançou um edital para apoiar projetos de pessoas e organizações comprometidas com a equidade racial e que estejam ajudando comunidades no combate ao coronavírus.  

A transferência de recursos para quem está na ponta lutando contra a disseminação do vírus é também uma ação de fortalecimento da resiliência das comunidades, dessas lideranças e organizações.

O edital visa selecionar propostas de ações de prevenção ao coronavírus realizadas junto às comunidades periféricas e outros territórios de vulnerabilidade, às populações em situação de rua, populações privadas de liberdade, jovens que cumprem medidas socioeducativas e idosos, residentes em áreas remotas de todas as regiões do país, como comunidades quilombolas, ribeirinhas, indígenas, ciganos, migrantes, refugiados e outras comunidades tradicionais, nas florestas e ilhas onde haja casos notificados, em fase de análise, ou casos confirmados de contaminação pelo coronavírus. 

As organizações sem fins lucrativos ou as pessoas físicas beneficiadas devem ser comprometidas com a equidade racial e engajadas na promoção de ações  nas periferias das grandes cidades, favelas, áreas remotas e outros territórios de vulnerabilidade socioeconômica. Os interessados devem detalhar a comunidade a ser beneficiada, a necessidade que motiva o pedido, os resultados esperados, as ações a serem realizadas e uma estimativa de orçamento.  

As solicitações são avaliadas em até 7 (sete) dias úteis e os recursos são creditados em até 5 (cinco) dias úteis quando disponíveis.  O limite para a transferência de recursos é de R$ 2,5 mil por projeto. 

Clique aqui preencher o formulário para organizações e conferir o edital.

Clique aqui para preencher o formulário para indivíduos e conferir o edital.

Em caso de dúvida, consulte aqui as perguntas mais frequentes. Para doar para fortalecer esta iniciativa, clique aqui.

Programa Marielle Franco, conheça as propostas selecionadas!

O intuito do Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco é o de fomentar que lideranças femininas negras, de forma individual ou coletiva. Com o Programa, resultado da parceria entre Baobá – Fundo para Equidade Racial, Fundação Kellogg, Instituto Ibirapitanga, Fundação Ford e Open Society Foundations, pretende-se contribuir para que mulheres negras tenham mais subsídios para acessar espaços de tomada de decisão; mobilizem mais pessoas para a luta antirracista, por justiça, equidade racial e social e transformem o mundo a partir de suas experiências.

Foi uma grande jornada desde a primeira comunicação oficial do Programa (em março de 2019) até hoje. Foram muitas leituras; mapeamento de necessidades e expectativas e  grupos focais;  desenho e revisão de textos de editais; desenvolvimento de uma plataforma virtual própria; organização de eventos; produção de materiais de orientação (manual e vídeos); criação e manutenção de canais de atendimento às dúvidas; análise de propostas, documentação e, finalmente, a seleção.

Para que todas as interessadas tivessem igualdade de oportunidades no envio de suas propostas e participassem dessa seleção, foram necessários vários ajustes de rota como, por exemplo, a prorrogação do prazo para envio de projetos. 

Foram 53 dias de inscrições abertas, mais de 1000 mulheres e cerca de 200 organizações, grupos e coletivos, interessadas nos editais.  Perguntas, críticas e elogios vindos de mais de 20 estados do país e Distrito Federal. Cerca de 500 projetos analisados, 30 pessoas envolvidas nas diferentes fases do processo seletivo – 99% negras. São muitas histórias potentes! Hoje, 10 de dezembro de 2019 estamos muito felizes em anunciar as propostas selecionadas!

Selecionadas no edital de “Aceleração do desenvolvimento de lideranças femininas negras

Nome completoEstadoNome do Projeto
Aline Pinto Lourena MeloRJPDI ALINE LOURENA
Ana Bartira da Penha SilvaRJEquidade na Representação Social : Plano de Desenvolvimento
Ana Cristina da Silva CaminhaBAMulheres Negras e Direito à Cidade: enfrentamento ao racismo e sexismo institucionais
Ana Lídia Rodrigues LimaCEEducação para enfrentamento das violências sexuais, LGBTfobia e racismo
Andressa FerreiraRSMulheres Negras e Tecnologia – Produção Musical Enegrecida
Anielle Francisco da SilvaRJEmpoderamento através da memória e legado de Marielle Franco
Bárbara Fraga dos Santos AguilarMGPretas Tech: Mais Mulheres Negras na Tecnologia
Brígida Rocha dos SantosMAVivências e Resistências de Mulheres Negras ao Trabalho Escravo
Brunna Kalynne Moraes LeandroALComunica Preta
Carolina Araujo de BritoPBEnegrecendo o artvismo: multilinguagem na luta antirracista
Clara Maria Guimarães Marinho PereiraDFConstruindo a liderança na administração pública federal
Daiane de Almeida PereiraSPPrograma de acesso a crédito e investimento para empreendedores negros
Dandara Rudsan Sousa de OliveiraPAAtitude TRANSversal: Mulher Negra Transexual da Amazônia tecendo Redes e ampliando horizontes
Danubia Santos e SantosBAProjeto individual de desenvolvimento politico e social
Dogivania Sousa LimaMAEducação para mais ação
Emília Carla Costa LeiteMARecontando Nossas Histórias como Instrumento de luta pelo chão sagrado
Enedina do Amparo AlvesSPCapacity-building:Ativismo legal e intercâmbio linguístico no desenvolvimento de lideranças negras
Éthel Ramos de OliveiraRJAprimoramento em roteiro de ficção, lingua estrangeira e autonomia técnica de uma cineasta
Evânia MariaMGTratamento da dor crônica é um direito humano e uma questão de justiça social
Giovana Xavier da Conceição CôrtesRJCiencia de Mulheres Negras: liderança acadêmica e pesquisa ativista no Brasil
Girlian Silva de Sousa PAEspecialização em Influência Digital como Estratégia de Potencialização do Ativismo Feminista Negro
Hellen Caroline dos Santos SousaBADesenvolvmento Sustentável – para comunidades empreendedoras autônomas e participativas.
Ingrid Delcristyan de Assunção Farias SouzaPEAdvocacy Feminista Antirracista por uma nova politica de drogas
Jaciara dos Santos RibeiroBAIyá Omi: o legado ancestral da Yalorixá Jaciara Ribeiro na luta contra o racismo religioso
Jaciara Novaes MelloPRAya Muitas negras no Brasil
Jaqueline Ferreira FragaPEComunicação Negra: Inspirar, Apoiar e Conscientizar
Jenair Alves da SilvaRNOdodo aye 
Jéssica Lúcia dos RemédiosRJBlack Data – Uma preta na ciência de dados
Jessica Vanessa dos SantosPEJéssica Vanessa: jovem, mulher, negra e liderança juvenil
Joice Silva dos SantosPIInstrumentalização, ocupação e trasmissão de conhecimento: sementes para transformações políticas
Juliana de Oliveira FerreiraGOMovimentos Atlanticos
Karen Freitas FranquiniRJImpactando Jovens Periféricos – Karen Franquini
Keitchele Lima da SilvaSPSementes Marielle
Leandra RobertaSPVERVE- DÉJÀ VU AFROTURISTA 1º ATO- ANCESTRALIDADE HIGH TECH
Lorena Amorim BorgesMGMagistratura Preta
Luciane dos Reis ConceiçãoBAAyamo (Destino)
Lucimar Sousa Silva PintoMAPlantando sementes, cultivando redes de cuidado e colhendo justiça social.
Magna Barboza DamascenoSPRacismo e a interface com a violência doméstica na Saúde
Maria da Piedade Marques de SouzaPEMulheres Negras e Irmandade: Construindo redes de solidariedade
Mariana Gomes da Silva SoaresBAMalunga: direito à comunicação e tecnologias de informação e comunicação
Marina Ribeiro LopesSEVozes Pretas- o poder da comunicação no combate ao racismo
Marinete da SilvaRJRede de apoio e acolhimento à mulheres negras
Mayara Silva de SouzaSPMeus sonhos não serão ser interrompidos.
Mayne da Silva SantosBAOcupar novos espaços de poder re-existir e seguir tecendo a rede
Midiã Noelle Santos de SantanaBAOlhares de Liberdade: midiativismo para enfrentamento ao racismo
Monalyza Ferreira Alves PereiraRJDe uma para muitas – Transformação, comunicação e formação em Gestão de Politicas Públicas
Nanan da Silva Sousa MatosDFNãnan & a Música à Serviço do Empoderamento da Mulher Negra
Patrícia Lacerda Trindade de LimaBAFortalecendo o diálogo social no mundo do trabalho na luta por igualdade e justiça social
Renata da Silva SantosSPMeduza – a vez e voz dela
Renata Nunes VazRJA valorização do turismo interno e das guias de turismo
Sarah Marques do Nascimento PEFortalecimento e resgate histórico das lutas comunitárias
Sibele Gabriela dos SantosSPTodas Vidas Negras Nos Importa: Educação Anti-Racista Já!
Sulamita Rosa da SilvaACrede de formações como forma de empoderamento no estado do Acre
Taís dos Santos NascimentoPEInspirar e atrair mais mulheres negras na área de Design e Tecnologia a partir da minha liderança
Tania Heloísa de MoraesSPMulher Quilombola na Defesa dos Direitos e pela vida!
Vanessa Maria Gomes BarbozaPEAUTORFORMAÇÃO NEGRA: Fortalecida e Perseverante
Vilma Maria dos Santos ReisBACanal Maria Mariwô
Vitória Helena Senger Barreiros da SilvaSCBot Dandara
Wemmia Anita Lima SantosDFEmpreendedorismo periférico: RAIX e protagonismo jovem no DF
Wézya Mylena dos Santos FerreiraSEPOR UMA EFETIVAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MULHERES ENCARCERADAS SOB UM OLHAR INTERSECCIONAL

Selecionadas na repescagem do edital de “Aceleração do desenvolvimento de lideranças femininas negras

Nome completoEstadoNome do Projeto
Laiara Amorim Borges MGVoe como uma garota negra!
Luyara Francisco dos SantosRJEDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR COMO AGENTE RESPONSÁVEL NA FORMAÇÃO DE MULHERES CRITICAS E PENSANTES
Márcia Maria Pinheiro Monte CEEscolas : Ambiente seguro para crianças e adolescentes negros

Selecionadas no edital de Fortalecimento de capacidades de organizações, grupos e coletivos de mulheres negras

Nome da OrganizaçãoEstado projetoProjeto
INSTITUTO OMOLARA BRASILRJTrincheira Preta Feminista
Grupo de Mulheres GingaBAMulheres Negras: Elaborando estratégias, fortalecendo saberes
Abayomi Juristas NegrasPEABAYOMI JURISTAS NEGRAS
GRUPO DE MULHERES LÉSBICAS E BISSEXUAIS MARIA QUITERIAPBEQUIDADE SIM! RACISMO NÃO!
Instituto de Mulheres Negras de Mato GrossoMTVOZ DO IMUNE: 18 anos em movimento
REDE DE MULHERES NEGRAS DE PERNAMBUCOPEPROJETO OLORI: MULHERES NEGRAS E PERIFÉRICAS CONSTRUINDO LIDERANÇA
Coletivo Filhas do VentoPETravessias negras: das margens periféricas aos centros decisórios do poder
Quilombo MojuPA Marias Quilombolas
Marcha das Mulheres Negras de São PauloSPAquilombar e ampliar universos – formação política para mulheres negras
INSTITUTO DA MULHER NEGRA DO PIAUI – AYABÁSPIEsperança Garcia: conhecimento e registência
Abayomi coletiva de mulheres negras na ParaibaPBObirim Dudu: Movimentando as estruturas contra o racismo
Mulhere Negras DecidemRJMulheres Negras Decidem – Um Novo Projeto de Democracia
NegrasFotosGrafiasRJOLHAR E ESCUTA EM REDE DE CRIAÇÃO
Blogueiras NegrasPEBlogueiras Negras consolidando o legado da comunicação no movimento de mulheres negras no Brasil

Selecionada na repescagem do edital de Fortalecimento de capacidades de organizações, grupos e coletivos de mulheres negras

Nome da OrganizaçãoEstado projetoProjeto
Associação Clube de Mães do Povoado de São Pedro MADinamização da Associação Clube das mães do povoado São Pedro

Meu projeto foi selecionado, e agora?

Pedimos que as selecionadas fiquem atentas às suas caixas de entrada, pois o Fundo Baobá fará contato EXCLUSIVAMENTE por e-mail, compartilhando as informações sobre os próximos passos do Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco.

Se sua proposta não estiver na lista.

Para lideranças, organizações, grupos e coletivos que não tiveram suas propostas selecionadas, informamos que o Programa tem a previsão de abertura de outros editais para fortalecimento de capacidades de organizações, grupos e coletivos e desenvolvimento individual de lideranças femininas negras. Fiquem atentas aos nossos canais oficiais e acompanhem as novidades que aparecerão por lá!

Dúvidas sobre a seleção?

Todas as informações sobre etapas de seleção, critérios e pré-requisitos estão disponíveis nos editais de Aceleração do desenvolvimento de lideranças femininas negras e Fortalecimento de capacidades de organizações, grupos e coletivos de mulheres negras, não deixe de acessar!

Saiba como foi o evento de lançamento!

O protagonismo da mulher negra na sociedade civil foi o mote do lançamento do “Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco” nesta segunda-feira, dia 2 de setembro, no MAR (Museu de Arte do Rio / RJ). Promovido pelo Baobá – Fundo Para Equidade Racial, primeiro e único fundo dedicado, exclusivamente, à promoção da equidade racial para a população negra do Brasil, o evento contou com a presença de líderes do movimento de mulheres negras, movimento negro, movimento feminista, acadêmicos, artistas, empresários e investidores.

Tendo como objetivo ampliar o número de líderes negras em posições estratégicas no setor público, privado, nas organizações da sociedade civil nacionais e internacionais, o Fundo passa a contemplar, a partir deste programa, organizações não formais e pessoas físicas. Enquadram-se no perfil mulheres negras cis gênero ou transgênero, residentes no Brasil, de áreas urbanas ou rurais, independente do nível de escolaridade ou filiação religiosa, de qualquer faixa etária a partir de 18 anos. A instituição entende como líderes mulheres presentes em variados setores da sociedade civil que vislumbram caminhos coletivos para o futuro, mobilizando outras pessoas para estarem consigo, construindo com criatividade e inovação soluções, revertendo positividades em prol do desenvolvimento coletivo.  

O nordeste, território onde se encontra o maior contingente populacional negro, incluindo a maior quantidade de jovens da maior população feminina negra do país, é região prioritária no apoio do Programa, seja dos projetos individuais ou coletivos. No Programa, o investimento financeiro terá teto de R$ 40 mil para pessoa física e R$ 170 mil para organizações, variando de acordo com o projeto e edital. As parcelas serão distribuídas ao longo de 18 meses. Além do recurso repassado diretamente, as contempladas no edital individual também irão participar de processos formativos políticos e na área de liderança, receberão apoio especializado para enfrentar os efeitos psicossociais do racismo e ainda passarão por sessões de coaching.Durante o evento, participantes refletiram sobre a realidade brasileira e as possibilidades de mudanças a partir do edital. “Infelizmente, a vida que a gente leva muitas vezes não nos permite sonhar estar num espaço social e profissional como o que eu ocupo hoje. Estou honrada em estar nesta posição e de desenvolver ações para pessoas que, por desigualdades injustificáveis, são impedidas de ter acesso a oportunidades”, contextualizou Selma Moreira, diretora executiva do Fundo Baobá.

“As mulheres negras integram o grupo mais representativo na sociedade brasileira, combinando duas características muito particulares: ao mesmo tempo em que é o grupo mais vulnerável, que sente os efeitos da desigualdade de uma forma muito direta e radical, é, paralelamente, o grupo que possui uma potência e força para enfrentar tais desafios, sendo uma fonte imensa de perspectiva de mudanças”, analisa André Degenszajn, diretor-presidente do Instituto Ibirapitanga, uma das instituições mobilizadoras de recursos ao lado da W. K. Kellogg Foundation, Fundação Ford e Open Society Foundation.

Rui Cordeiro, Diretor de Programas da América Latina e Caribe e, ao fundo, La June Tabron, Presidente e CEO da W. K. Kellogg Foundation

Prestes a completar 90 anos – 77 deles atuando no Brasil – a W. K. Kellogg Foundation tem há quase seis anos no cargo de presidência La June Montgomery Tabron, a primeira presidente mulher e primeira negra da instituição. De Beirute, onde estava no momento do evento, ela enviou seu recado através do Diretor de Programas da América Latina e Caribe, Rui Mesquita Cordeiro, relatando sobre a importância de Marielle Franco, homenageada do programa. “Aqui estamos com vocês, um ano e meio depois da morte de Marielle, lançando este Programa e a honrando”, destacou. “A aposta na formação de lideranças é contínua e, se perdemos uma liderança como Marielle, criamos centenas de outras. Se derrubam uma, a gente ergue mais 100. Se derrubam 100, erguemos mais 10 mil. Continuaremos fortalecendo este processo”, finalizou Rui.

Atila Roque, Presidente da Fundação Ford no Brasil

A Fundação Ford esteve representada pelo seu presidente local, Atila Roque. “Marielle está na imaginação de cada mulher negra que se recusa a calar, quando tudo se faz para que ela se cale; que recusa o destino do silenciamento e da invisibilidade. É o tipo que temos de melhor e mais potente, que reivindica seu lugar nos espaços de representação e, assim, representa tantas vozes que se levantam diariamente contra todo tipo de opressão. Temos orgulho de estar nesta caminhada com o Fundo Baobá, que constitui um capítulo central desta luta”, ressaltou.

O evento recebeu ainda a família da vereadora assassinada. “Ceifaram a vida da minha irmã, mas não calaram e nem calarão sua voz. Minha irmã vendeu sapato e roupa na feira para que eu pudesse estar nos EUA estudando e praticando vôlei durante quase 12 anos. Agradeço muito por honrarem seu legado e memória”, afirmou a professora Anielle Franco. “Nós somos a família de Marielle e também não seremos interrompidas”.

Adriana Couto, Mestre de Cerimônia e, ao fundo, Monica Benicio e Marielle Franco

Monica Benício, não estava no Brasil e não pôde participar do evento, desejou sucesso e reforçou a importância do Programa de Aceleração de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco para que mulheres negras, na sua diversidade, estejam em espaços de poder e tomada de decisão.

A advogada Lígia Batista representou a Open Society Foundation, onde atua como Assessora Especial, e emocionou-se. “Historicamente, mulheres negras são forçadas a exercerem papéis de subalternidade social e econômica, estando absolutamente distantes dos papeis de tomada de decisão e proeminência. Começamos a ampliar esta presença, mas, ainda assim, há uma sub-representação – somos poucas nestes espaços e estamos muito longe de alcançar os patamares efetivos de representação. Porém, devemos, sim, acreditar que podemos ocupar espaços que sempre nos disseram que não poderíamos. É preciso reconhecer a importância das mulheres negras enquanto agentes de transformação da nossa história, da história do nosso país. Ou a revolução será constituída junto delas, ou não será”, reforçou.

“O Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco se propõe a honrar a memória da mulher cujo legado de coragem, luta e compromisso com as causas populares mais dramáticas e com um Brasil mais justo, pujante e sustentável, permanecerá iluminando as muitas outras mulheres negras que esse Programa tem o desejo de revelar”, considerou a filósofa e escritora Sueli Carneiro, integrante do Conselho Deliberativo do Fundo Baobá.

“O objetivo do Programa não é contemplar as mesmas organizações de sempre e as mesmas pessoas de sempre. O objetivo do Programa é chegar onde normalmente os recursos não chegam. Onde há pessoas tão talentosas quanto as que nós já conhecemos, mas que não têm a oportunidade de ter suas trajetórias alavancadas”, complementa o executivo consultor e empreendedor social Giovanni Harvey, presidente do Conselho Deliberativo do Fundo Baobá.

As mulheres que tiverem interesse em apresentar projetos individuais ou coletivos devem fazer a inscrição até o dia 4 de outubro de 2019. As propostas serão cadastradas exclusivamente através do aplicativo do Fundo Baobá, disponível no site http://www.baoba.org.br/edital-pad – onde estão todos os detalhes sobre ambos os editais.