
Criola é uma organização da sociedade civil com 30 anos de trajetória na defesa e promoção dos direitos das mulheres negras e na construção de uma sociedade onde os valores de justiça, equidade e solidariedade são fundamentais.
Criola foi apoiada pelo Fundo Baobá no Edital Vidas Negras: Dignidade e Justiça através do projeto “Justiça Para Mulheres Negras”. O projeto teve como principal objetivo fortalecer as lideranças negras e suas organizações para o desenvolvimento de ações políticas que visem o enfrentamento do impacto da violência racial, da criminalização e das desigualdades raciais, além da construção de mecanismos para a efetivação e garantia de direitos para as mulheres negras. As principais estratégias de atuação foram a produção de conhecimento e a mobilização de organizações negras e de direitos humanos através da disseminação de informações.

Abayomi Juristas Negras é uma organização de afroempreendedorismo social cuja missão é combater estrategicamente o racismo estrutural, ofertando capacitação, aperfeiçoamento, empoderamento e treinamento de alta qualidade a baixo custo, de forma a criar condições efetivas de inclusão da população negra em espaços de poder e saber, com foco na ocupação de cargos nos órgãos que compõem o Sistema de Justiça Brasileiro. O grupo prepara juristas negras de vários estados para se tornarem juízas, procuradoras, promotores e delegadas.
A organização foi apoiada pelo Fundo Baobá por meio do Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco. Com o apoio, a coletiva realizou investimentos no aperfeiçoamento de sua metodologia própria, a MADA (Metodologia Abayomi da Aprendizagem )- e do programa Black Coach Abayomi, que contribui para o desenvolvimento de competências pessoais e profissionais de pessoas negras que busquem ocupar espaços de poder.

O restaurante se propõe a oferecer “comida de raiz” e hoje funciona em um hotel histórico na cidade de Recife, o Hotel Central. Rozenir, mais conhecida como Dona Rosa, é uma antiga funcionária do hotel, que arrendou o restaurante do local e transferiu seu empreendimento, em atividade desde 2002. É um negócio familiar, gerido por Dona Rosa e sua filha, que emprega majoritariamente mulheres das periferias e comunidades da cidade de Recife.
Dona Rosa foi apoiada pelo Edital Negros, Negócios e Alimentação, que ofertou apoio financeiro e técnico para a recuperação, fortalecimento e aceleração de negócios do ramo da alimentação, impactados pela crise econômica agravada na pandemia da COVID-19. A empreendedora passou por atividades formativas para o desenvolvimento de habilidades e pôde investir em equipamentos, matéria-prima, marketing, cursos e em vários outros recursos para aperfeiçoar o funcionamento de seu negócio.

O Instituto de Mulheres Negras (IMUNE) do Mato Grosso, em atuação há mais de 20 anos, nasceu como a primeira organização de mulheres negras de seu estado. O grupo foi criado com o objetivo de organizar jovens e mulheres negras na luta contra o racismo e pela defesa dos seus direitos. A organização foi apoiada pelo Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco com o projeto “Voz IMUNE: 18 anos em movimento”. Os principais objetivos foram registrar, divulgar e preservar a memória e o conjunto de experiências, saberes e legados da organização. O projeto possibilitou a realização de atividades de formação junto a movimentos sociais e lideranças negras; o desenvolvimento e lançamento de um website e a produção de um livro que conta a história e as lutas do grupo.