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Programa Black STEM nova turma de bolsistas em São Paulo

Programa Black STEM apresenta nova turma de bolsistas em São Paulo

Baobá - Fundo para Equidade Racial

28 de agosto de 2025

Quatro novos bolsistas se uniram aos cinco pioneiros da 1ª edição do programa, que oferece bolsas de estudo para graduação no exterior.

Em evento realizado na B3, a bolsa do Brasil, localizada na região central de São Paulo, o Baobá – Fundo para Equidade Racial, e a B3 Social apresentaram quatro bolsistas selecionados na segunda edição do Programa Black STEM. Os estudantes foram aceitos por universidades nos Estados Unidos e na Europa e terão o apoio complementar do Black STEM para custear suas despesas no exterior. 

O programa Black STEM tem como objetivo apoiar a permanência de pessoas negras em cursos de graduação no exterior, especificamente nas áreas STEM, que englobam Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

 O histórico

Em 2025, o Programa mantém seu propósito: quatro novos bolsistas foram selecionados por especialistas em STEM,  Psicologia e Educação. Cada um receberá uma bolsa de R$35 mil anuais para custear moradia, transporte, alimentação, mensalidades e material acadêmico. As bolsas são renovadas anualmente até o estudante concluir o curso. Conheça as pessoas selecionadas: 

Enio Ferreira Barbosa (Salvador/BA): Ciência da Computação na Stanford University, EUA.

●    Gabriel Hemetrio de Menezes (Belo Horizonte/MG): Física e Ciência da Computação no Massachusetts Institute of Technology – MIT, EUA

●    Gabriela Torreão Marques Ferreira (Fortaleza/CE): Engenharia Química e Biomolecular na University of Notre Dame, EUA

Maria Luiza Storck Ferreira (Rio de Janeiro/RJ): Engenharia Química na Universidad de Jaén, Espanha

Trajetórias negras na ciência

A história das ciências exatas no Brasil é marcada por contribuições fundamentais de profissionais negros. Alguns nomes se destacam: Sonia Guimarães, física e professora no Instituto Tecnológico da  Aeronáutica (ITA); Enedina Alves, primeira mulher negra a concluir o curso de Engenharia no Brasil em 1945; os irmãos engenheiros André e Antônio Rebouças, engenheiros que revolucionaram a infraestrutura urbana no século XIX, e Simone Evaristo, bióloga cujas pesquisas no Instituto Nacional do Câncer (INCA) avançaram no combate à doença.

Sonhar sem fronteiras

A trajetória desses jovens prova que estudar no exterior é possível e transformador. Além de ampliar os próprios horizontes, contribuirão para a produção de conhecimento na academia global e ainda se tornarão inspiração para outras pessoas que desejam seguir o mesmo caminho. O Black STEM não apenas abre portas, mas constrói pontes. Como parte de um movimento maior pela equidade na educação, o edital transforma o sonho de fazer graduação no exterior em realidade concreta para estudantes negros. Desde 2024, os primeiros bolsistas já vivem essa experiência – cada trajetória acadêmica internacional não só amplia seus horizontes individuais, mas se torna farol para quem vem depois.

Com muita emoção diante de seus pais e familiares, os estudantes selecionados pelo edital Black STEM puderam vislumbrar os caminhos profissionais que irão seguir depois de formados. Maria Luiza Storck Ferreira creditou a uma professora do Ensino Médio, Claudia, o incentivo que a apoiou em Química.“Com isso, eu talvez me fixe na área da cosmetologia. Estudar a pele negra e ver quais produtos podem ser desenvolvidos.” 

Gabriel Hemetrio de Menezes confessou ser curioso desde pequeno e isso o levou a desenvolver o interesse pela Física. “Eu queria saber de tudo: por que as estrelas brilhavam? Por que existia o arco-íris? Isso foi me levando a pesquisar e, a partir daí, consegui resultados expressivos em olimpíadas científicas. Quero me aprofundar em Física Quântica e Cosmologia”. Gabriela Torreão Marques Ferreira, por sua vez, aprendeu a explorar os jogos de lógica até descobrir a Química. “Na química descobri uma espécie de quebra-cabeça que eu seria capaz de resolver. Meu desejo é me especializar em nanotecnologia e criar remédios para ajudar as pessoas a tratarem suas doenças.” 

Enio Ferreira Barbosa teve em uma conterrânea baiana a sua inspiração. “Certa vez li sobre Georgia Gabriela, uma menina na Bahia que foi aprovada em nove universidades americanas e optou por Stanford. Optei por Stanford naquela oportunidade”. A fala dele reflete o pensamento dos alunos sobre a importância das bolsas Black STEM em suas trajetórias. “O edital me dá a tranquilidade de ter uma rede de apoio. Nossa missão, como estudantes, é técnica. Mas ela também tem um lado social. Nós vamos para um ambiente de elite, mas não vamos negligenciar nossa origem, nossa raça e nossos valores”, afirmou. 

Continuidade

Mais do que um programa, é o início de um ciclo: em 2026, o Fundo Baobá seguirá fomentando o acesso às universidades do mundo todo, fortalecendo a presença negra nas áreas STEM – onde a população negra brasileira sempre contribuiu, muitas vezes como pioneira. Aqui, permanência e excelência acadêmica andam juntas, com apoio financeiro e mentorias para a permanência no ambiente acadêmico.

Giovanni Harvey, Diretor Executivo do Baobá – Fundo para Equidade Racial, comenta sobre a segunda turma do Programa Black STEM:  “Projeto nenhum produz resultado sozinho. É a somatória que vem produzir resultados. O Baobá assumiu com a B3 o compromisso de descentralizar oportunidades. O sentido do investimento que estamos fazendo está voltado para onde o conhecimento negro vai fazer a diferença.”

Fabiana Prianti, head da B3 Social, coinvestidora do Programa, destacou o impacto estratégico desse investimento: “a B3 Social acredita no poder transformador da educação como caminho para o desenvolvimento econômico sustentável e, como consequência, para a equidade racial. Apoiar o Black STEM representa a oportunidade de contribuir para a formação de uma nova geração de talentos diversos, impulsionando mudanças reais no acesso ao conhecimento e ao mercado. Projetos como esse ampliam horizontes, rompem barreiras históricas e mostram que diversidade e inovação caminham juntas.”

A diretora de Programa do Fundo Baobá, Fernanda Lopes, reforçou a importância do programa. “O Black STEM tem a ousadia de ampliar o universo dos direitos. 18% dos profissionais de STEM no país são negros. Esperamos que quando esses estudantes regressarem, voltem com o compromisso de alavancar essa presença e alavancar as tecnologias nacionais.”

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