Fundo Baobá apoia programa de pós-graduação no exterior

Fundo Baobá apoia programa de pós-graduação no exterior

Estão abertas as inscrições para a Bolsa Complementar Alcance, uma iniciativa da Fundação Lemann com apoio do Fundo Baobá. A oportunidade é voltada para estudantes brasileiros negros, pardos e indígenas que já estão matriculados em programas de mestrado e doutorado no exterior.

A bolsa tem o objetivo de apoiar a permanência desses estudantes, contribuindo com despesas essenciais do cotidiano acadêmico, como alimentação, transporte, moradia, materiais e outros custos que compõem a vida de quem estuda fora do país. É um suporte concreto para que a jornada não seja interrompida no meio do caminho.

Além do valor de USD 7 mil ao longo de 12 meses, com possibilidade de renovação, a iniciativa também oferece acompanhamento psicológico e acesso a redes de conexão entre estudantes brasileiros no exterior. As pessoas selecionadas também passam a integrar comunidades e iniciativas de conexão vinculadas ao programa. 

O Fundo Baobá participa da iniciativa com apoio técnico e financeiro, no âmbito da parceria vigente.As inscrições para a Bolsa Complementar Alcance vão até 11 de maio. Se essa oportunidade tem relação com a sua caminhada ou com a de alguém próximo, confira o edital e saiba mais.

Programa Black STEM abre oportunidade de apoio a estudo no exterior para estudantes brasileiros

Edital Black Stem 2026

O Fundo Baobá anunciou, no dia 26 de março, a terceira edição do Programa Black STEM, voltado ao apoio de estudantes negros brasileiros que desejam cursar a graduação no exterior. A iniciativa, com apoio da B3 Social e parceria da BRASA, fortalece um ecossistema que acredita na educação como ferramenta real de transformação.

A proposta é simples e potente ao mesmo tempo: ampliar o acesso de pessoas negras às áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (as famosas STEM) em universidades de ponta ao redor do mundo. Mas o programa vai além do acesso, ele também garante a permanência dos estudantes na universidade.

Nesta nova edição, até três estudantes serão contemplados com bolsas anuais de R$ 42 mil, que apoiam os custos desde moradia até o material acadêmico Os selecionados também terão apoio com mentorias, acompanhamentos psicológicos, conexão com lideranças negras e uma rede que faz toda diferença na jornada internacional. 

As inscrições, com início em 26 de março, vão até 7 de maio. O processo seletivo inclui análise de perfil, vídeo de apresentação e entrevista. É aquele tipo de oportunidade que exige preparo, mas que também pode mudar completamente o rumo da história de estudantes negros e negras do Brasil. 

O Black STEM acumula diversas histórias inspiradoras pelo mundo. São estudantes de diferentes cantos do Brasil que hoje ocupam universidades reconhecidas, como Enio Barbosa (Ciência da Computação na Stanford University – EUA), Gabriel Menezes (Física e Ciência da Computação no Massachusetts Institute of Technology – EUA), Gabriela Marques Ferreira  (Engenharia Química e Biomolecular na University of Notre Dame EUA).  Essas trajetórias mostram que estudar fora do país é ocupar espaços historicamente negados, mas hoje permitem também mostrar como a ciência é produzida no mundo.

As áreas STEM estão no centro das grandes mudanças do planeta: da tecnologia que usamos no dia a dia às soluções para saúde e meio ambiente. E mesmo com toda contribuição histórica da população negra, ainda existe sub-representação nessas áreas. O Black STEM chega justamente para  transformar nesse cenário, incentivando, apoiando e confirmando, na prática, que pessoas negras não só pertencem a esses lugares como sempre fizeram parte da construção da ciência.

O programa Black STEM constrói pontes, fortalece trajetórias e amplia o futuro de pessoas negras, afinal quando uma pessoa negra acessa a universidade, no Brasil ou no exterior, ela não vai sozinha. Ela leva consigo sua história, sua comunidade e abre caminho para muita gente que ainda virá.