O Fundo Baobá anunciou, no dia 26 de março, a terceira edição do Programa Black STEM, voltado ao apoio de estudantes negros brasileiros que desejam cursar a graduação no exterior. A iniciativa, com apoio da B3 Social e parceria da BRASA, fortalece um ecossistema que acredita na educação como ferramenta real de transformação.
A proposta é simples e potente ao mesmo tempo: ampliar o acesso de pessoas negras às áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (as famosas STEM) em universidades de ponta ao redor do mundo. Mas o programa vai além do acesso, ele também garante a permanência dos estudantes na universidade.
Nesta nova edição, até três estudantes serão contemplados com bolsas anuais de R$ 42 mil, que apoiam os custos desde moradia até o material acadêmico Os selecionados também terão apoio com mentorias, acompanhamentos psicológicos, conexão com lideranças negras e uma rede que faz toda diferença na jornada internacional.
As inscrições, com início em 26 de março, vão até 7 de maio. O processo seletivo inclui análise de perfil, vídeo de apresentação e entrevista. É aquele tipo de oportunidade que exige preparo, mas que também pode mudar completamente o rumo da história de estudantes negros e negras do Brasil.
O Black STEM acumula diversas histórias inspiradoras pelo mundo. São estudantes de diferentes cantos do Brasil que hoje ocupam universidades reconhecidas, como Enio Barbosa (Ciência da Computação na Stanford University – EUA), Gabriel Menezes (Física e Ciência da Computação no Massachusetts Institute of Technology – EUA), Gabriela Marques Ferreira (Engenharia Química e Biomolecular na University of Notre Dame EUA). Essas trajetórias mostram que estudar fora do país é ocupar espaços historicamente negados, mas hoje permitem também mostrar como a ciência é produzida no mundo.
As áreas STEM estão no centro das grandes mudanças do planeta: da tecnologia que usamos no dia a dia às soluções para saúde e meio ambiente. E mesmo com toda contribuição histórica da população negra, ainda existe sub-representação nessas áreas. O Black STEM chega justamente para transformar nesse cenário, incentivando, apoiando e confirmando, na prática, que pessoas negras não só pertencem a esses lugares como sempre fizeram parte da construção da ciência.
O programa Black STEM constrói pontes, fortalece trajetórias e amplia o futuro de pessoas negras, afinal quando uma pessoa negra acessa a universidade, no Brasil ou no exterior, ela não vai sozinha. Ela leva consigo sua história, sua comunidade e abre caminho para muita gente que ainda virá.